O Ibovespa fechou em queda de mais de 3% nesta terça-feira (03), com a aversão a risco desencadeada pela escalada do conflito no Oriente Médio. Os combates têm ditado um forte movimento negativo nas ações brasileiras, que vinham superando recordes sustentados pelo rali estrangeiro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa chegou a cair 4,64%, aos 180.518,33 pontos, na mínima intradia, menor patamar desde 5 de fevereiro e maior queda percentual desde 5 de dezembro de 2025. A bolsa brasileira fechou com recuo de 3,46% aos 182.763,31. O petróleo seguiu o seu movimento de alta e avançou 4,7% nesta terça-feira.
Os índices de ações dos Estados Unidos também caíram, com investidores preocupados com a duração do conflito no Oriente Médio, mas encerraram bem acima dos menores níveis do dia.
No fechamento, o S&P 500 perdeu 0,94%, para 6.816,63 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,02%, para 22.516,69 pontos. O Dow Jones caiu 0,83%, para 48.501,27
pontos.
À medida que o conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã se intensifica, os embarques de combustível são afetados e aumenta os temores de novas interrupções no fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio.
O Iraque, segundo maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atrás da Arábia Saudita, reduziu a produção em quase 1,5 milhão de barris por dia (bpd). Os cortes podem mais que dobrar em poucos dias, já que o país está ficando sem espaço para armazenar o petróleo que não pode exportar devido à crise.
Dólar
Após se aproximar dos R$ 5,35 no início da tarde, o dólar perdeu força no Brasil e fechou a terça-feira em patamar mais baixo, mas ainda assim com forte alta ante o real, na esteira do acirramento do conflito entre EUA e Irã.
O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 1,91%, aos R$ 5,2639. Foi o maior avanço percentual em um único dia desde os 2,34% de 5 de dezembro do ano passado. Em 2026, o dólar à vista acumula agora queda de 4,10%.
No Brasil, o dólar à vista marcou a cotação máxima de R$ 5,3444 (+3,47%) às 12h20, em um momento em que a bolsa brasileira estava nas mínimas do dia.
O avanço do dólar ante o real esteve em sintonia com a disparada da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano.