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Pré-mercado: em Reviravolta, Trump Retira Ultimato contra o Irã e Ações Sobem

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 23 de março

3 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 23 de março.

Cenários

A semana está começando com uma reviravolta no mercado. Após iniciarem a semana com uma queda de 0,9%, os contratos futuros dos principais índices americanos reverteram abruptamente sua trajetória e estão com mais de 2% de alta. Os contratos futuros do índice Nasdaq avançam cerca de 550 pontos, alta de 2,27%, e os contratos do índice S&P 500 sobem 180 pontos, alta de 2,8%.

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, que vinha sendo negociado a US$ 113, alta de 0,8%, está em baixa de 7% a US$ 103,60. Os investidores estão otimistas com declarações de Donald Trump no início da manhã, de que os Estados Unidos e o Irã tinham tido “conversas produtivas” de modo a “resolver nossas hostilidades”, disse Trump.

Na manhã desta segunda-feira (23), Trump publicou que os Estados Unidos e o Irã tinham tido “conversas produtivas” de modo a “resolver nossas hostilidades” durante o fim de semana. “Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento.”

Foi a chave para uma alta dos preços das ações. Ao longo do fim de semana, os investidores estavam temerosos com o ultimato lançado na noite do sábado por Trump, ameaçando destruir a infraestrutura energética iraniana se o Estreito de Ormuz não fosse desbloqueado em 48 horas, que se encerravam nesta segunda-feira.

No domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, respondeu que o Irã atacaria a infraestrutura dos EUA, incluindo instalações de energia e dessalinização de outros países do Golfo Pérsico se os EUA cumprissem a ameaça.

Ghalibaf afirmou, em comentários publicados no X no domingo (22), que infraestruturas críticas e instalações de energia no Oriente Médio se tornariam “alvos legítimo” e poderiam ser “irreversivelmente destruídas” caso usinas de energia iranianas fossem alvejadas. Ele acrescentou que a retaliação aumentaria o preço do petróleo por um tempo.

Não parou por aí. Ghalibaf afirmou também que instituições financeiras ligadas aos EUA que detêm títulos do governo americano seriam alvos, assim como bases militares. “Os títulos do Tesouro dos EUA estão manchados com o sangue dos iranianos. Ao comprá-los, você compra um ataque à sua sede e aos seus ativos”, disse Ghalibaf. “Além das bases militares, as entidades financeiras que financiam o orçamento militar dos EUA são alvos legítimos”, acrescentou. A retirada desse ultimato tranquilizou os investidores

Perspectivas

Os contratos futuros de ações estão em alta e o petróleo está em uma forte queda, indicando um dia positivo no mercado. No entanto, como tudo depende da volatilidade dos comentários de Trump, o cenário segue incerto.

Indicadores

BRASIL

Relatório Focus

ESTADOS UNIDOS

Sem indicadores relevantes

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