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Ibovespa Fecha Estável com Cautela Antes de Fim de Ultimato dos EUA Ao Irã

Brent recua com preocupações econômicas e WTI sobe antes do prazo de Trump para o Irã; Dólar fecha quase estável

4 min

Após passar a maior parte desta terça-feira (07) no vermelho, o Ibovespa encerrou o pregão próximo da estabilidade, em meio ao sentimento de cautela que dominou os mercados globais antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,05%, a 188.258,91 pontos, na máxima do dia, após marcar 185.885,25 na mínima. O volume financeiro somou R$ 26,4 bilhões.

O presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um prazo até às 21h (horário de Brasília) para que um acordo com o Irã seja alcançado ou, afirmou, “uma civilização inteira vai morrer esta noite”. Trump ameaçou destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã em quatro horas.

“Esse tipo de fala não apenas assusta, como paralisa o apetite por risco e é exatamente isso que estamos vendo refletido na queda das bolsas ao redor do mundo e, consequentemente, no Ibovespa”, disse Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain.

O índice acionário brasileiro passou a maior parte do dia em queda, ficando abaixo dos 187 mil pontos, contudo, o movimento perdeu tração ao longo da tarde.

“Esse cenário todo deixa os investidores com pouquíssima possibilidade de manter posições abertas, fazendo com que o mercado suba e desça dentro do intraday sem que ninguém queira ficar posicionado num cenário de incerteza”, disse Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.

Petróleo

Os preços do petróleo fecharam mistos, com o Brent em queda devido a preocupações de que os altos preços da energia possam desacelerar o crescimento econômico, enquanto o petróleo dos Estados Unidos fechou em seu nível mais alto desde 2022, antes do prazo dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã abra o Estreito de Ormuz.

Os futuros do Brent fecharam com queda de 0,5%, a US$ 109, 27 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu 0,5%, para fechar a US$ 112,95, bem abaixo da máxima da sessão, quando subiu mais de US$ 5 por barril.

Normalmente, o WTI é negociado com um desconto em relação ao Brent, mas isso se inverteu em um mercado em que os barris para entrega antecipada têm um preço mais alto. O contrato de referência do WTI é para entrega em maio, enquanto o Brent é para junho.

Dólar

Após exibir altas em diferentes momentos da sessão, o dólar fechou praticamente estável ante o real, após notícia de que a Casa Branca avalia uma proposta para estender o prazo dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$ 5,1549. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 6,09%.

O ultimato dado ao Irã permeou os mercados globais sem que surgisse uma solução até o momento. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$ 5,1738 (+0,53%) às 14h, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, como o peso chileno e o rand sul-africano.

No fim da sessão, no entanto, a notícia de que Trump foi informado sobre uma proposta do Paquistão para estender em duas semanas o prazo dado ao Irã trouxe certo alívio para os mercados globais de moedas. A Casa Branca prometeu uma resposta.

Em função disso, o dólar à vista se reaproximou da estabilidade ante o real, enquanto a divisa para maio, negociada até mais tarde na B3, desacelerou.

Às 17h23, o dólar futuro para maio — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,21%, aos R$ 5,1780. No exterior, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,38%, a 99,618.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

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