Bom dia. Estamos na quarta-feira, 15 de abril.
Cenários
O Ibovespa inicia esta quarta-feira (15) com leves baixas no pré-mercado e os investidores podem realizar os lucros dos últimos dias ao longo da sessão. O índice acumula uma série expressiva de altas recentes. Na terça-feira (14), o Ibovespa chegou a superar 199 mil pontos pela primeira vez e fechou a 198,6 mil pontos, também em nível inédito. A sequência de ganhos cria condições para que parte dos investidores decida embolsar os lucros acumulados nas últimas semanas.
O movimento de realização não deve, no entanto, reverter a tendência de alta do mercado brasileiro. O pano de fundo continua favorável. A avaliação de que, dentro dos mercados emergentes, a América Latina é um porto seguro e, dentro dela, o Brasil é o país mais bem posicionado, segue sustentando o fluxo de capital externo na bolsa paulista.
Até o dia 9 de abril, o mês registrava entrada líquida de R$ 11,55 bilhões, ampliando o saldo positivo no ano para quase R$ 65 bilhões. Os números excluem ofertas de ações.
O dólar acompanha esse movimento. Na terça-feira (14), a moeda americana fechou a R$ 4,993, o menor patamar desde março de 2024. A queda do dólar reflete a entrada de recursos externos no País e reduz pressões inflacionárias de curto prazo.
No mercado de commodities, o petróleo do tipo Brent opera em alta de 1,6%, a US$ 96,35 por barril. O movimento é alimentado pela perspectiva de bloqueio militar do Estreito de Ormuz pelas tropas americanas. O estreito é responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Qualquer interrupção no tráfego de navios pela região provocaria choque de oferta global. Por isso, o mercado reage com alta sempre que o risco de fechamento da passagem aumenta.
O mercado global opera com cautela diante dos temores de fechamento completo do Estreito de Ormuz e do avanço do conflito entre Estados Unidos e Irã. A alta do petróleo faz os investidores globais adotarem uma atitude defensiva. A preferência é aguardar uma solução diplomática para o conflito antes de ampliar posições. A incerteza sobre o desfecho das negociações entre Washington e Teerã mantém os agentes de mercado em compasso de espera.
No Brasil, a alta do petróleo beneficia as ações da Petrobras. Os papéis da empresa avançam acompanhando a valorização do Brent no exterior. A estatal tem peso relevante no Ibovespa e pode sustentar o índice mesmo em um dia de realização de lucros em outros setores.
O Ibovespa segue na tendência de alta rumo aos 200 mil pontos. O nível é visto como próxima resistência a ser testada pelo índice. O fluxo estrangeiro e o cenário de juros em queda nos países desenvolvidos continuam a direcionar recursos para mercados emergentes, com o Brasil na posição de destaque entre os receptores desse capital.
A agenda doméstica do dia inclui dados do setor externo e declarações de membros do Banco Central. No exterior, os mercados americanos continuam monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e os resultados do primeiro trimestre das grandes instituições financeiras dos Estados Unidos.
Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil estão em leve baixa no pré-mercado. Para além das notícias do petróleo, os investidores estão atentos aos primeiros resultados de empresas americanas referentes ao primeiro trimestre de 2026 que estão sendo divulgados.
Indicadores
BRASIL
Inflação IGP-10 (Abr)
Observado: + 2,9%
Esperado: ND
Anterior: -0,2%
Vendas no Varejo (12M)
Esperado: 1,2%
Anterior: 2,8%
Vendas no Varejo (Fev)
Esperado: 1,0%
Anterior: 0,4%
ESTADOS UNIDOS
Índice Empire State Atividade Industrial (Abr)
Esperado: + 0,30
Anterior: – 0,20
Livro Bege