O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que qualquer país que forneça armas militares ao Irã enfrentará tarifas imediatas de 50%, sem isenções.
A medida foi anunciada por meio de uma postagem na rede social, um dia depois de concordar com um cessar-fogo de duas semanas com Teerã. Com o acordo, o Irã se comprometeu em reabrir o Estreito de Ormuz, que já registra movimentação intensa nesta quarta.
Nos últimos anos, a Rússia se consolidou como um dos principais fornecedores de tecnologia e suprimentos militares para o Irã, contornando embargos internacionais. O bloco de aliados do país, que inclui ainda China, Coreia do Norte, Venezuela e Síria, vive um momento de fragilidade, principalmente devido a captura de Nicolás Maduro, a queda de Bashar al-Assad e interesses geopolíticos divergentes.
O Irã também mantém relacionamento estreito com grupos considerados terroristas por países ocidentais, incluindo Hamas, Hezbollah, houthis, e outros no Iraque e na Síria.
Ainda segundo o presidente, os Estados Unidos trabalharão em estreita colaboração com o Irã, que passou por uma “mudança de regime”, e discutirão o alívio de tarifas e sanções com Teerã.
“Não haverá enriquecimento de urânio”, afirmou Trump em uma publicação no Truth Social.
Apesar da trégua, países do Oriente Médio relataram ataques nesta manhã, além da intercepção de vários drones.