A Copasa protocolou pedido de oferta pública secundária de ações, que terá como vendedor o Estado de Minas Gerais e pode movimentar mais de R$10 bilhões.
A operação, que faz parte do processo de privatização da companhia de água e saneamento mineira, prevê uma oferta inicial de 171.113.881 ações ordinárias e um lote adicional de 19.135.730 papéis.
A precificação dos papéis está prevista para 2 de junho.
Pouco antes do anúncio de autorização para andamento da privatização da empresa, na semana passada, a negociação com ações da Copasa foi suspensa pela B3. Antes da suspensão, os papéis da Copasa subiam 4,51%, a R$ 54,03 melhor desempenho do Ibovespa.
Considerando o preço de fechamento das ações da empresa no último dia 19, de R$52,77, citado no prospecto preliminar, a oferta pode movimentar R$10,04 bilhões, incluindo as ações adicionais.
No caso de venda dos lotes base e adicional, o governo do Estado de Minas Gerais deixará de ter participação na empresa, que hoje é de 50,03%.
A operação, registrada sob o ritmo automático, prevê uma colocação mínima de 114.075.921 ações.
A oferta tem como coordenadores o BTG Pactual (coordenador líder), Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB.