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Pré-mercado: Wall Street Retorna do Feriado Otimista com Irã

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 26 de maio

3 min

Bom dia. Estamos na terça-feira, 26 de maio.

Cenários

Os investidores voltaram otimistas do feriado do Memorial Day, que suspendeu os negócios com os pregões americanos na segunda-feira (25). Os contratos futuros dos principais índices americanos iniciaram a sessão em alta no pré-mercado, devido a expectativas positivas com uma solução para o bloqueio do Estreito de Ormuz, apesar de os Estados Unidos terem atacado alvos costeiros iranianos durante a madrugada.

Donald Trump disse na segunda-feira que as negociações com o Irã para encerrar a guerra estavam “progredindo bem”, mas ele também alertou que os EUA poderiam partir para a ofensiva se as negociações fracassarem. No entanto, na manhã desta terça-feira (26), o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que negociar uma trégua com o Irã “pode demorar alguns dias”, reduzindo as esperanças de uma trégua no curto prazo.

Os preços do petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI) caíram após os comentários de Trump e seguiram caindo durante a madrugada. Na manhã desta terça-feira os contratos futuros com vencimento junho estavam sendo negociados a US$ 92,2, queda de 4,5%. Já os contratos futuro de junho do petróleo do tipo Brent, referência internacional, estavam em alta de 2,7% a US$ 98,7.

Wall Street tem negociado em níveis recordes, com resultados positivos e confiança no comércio de IA impulsionando as ações, apesar do conflito em curso com o Irã.

O S&P 500 subiu 0,9% na semana passada, registrando sua maior sequência de ganhos semanais desde o final de 2023. O Dow Jones subiu 2,1%, marcando seu terceiro ganho semanal em quatro semanas. O Nasdaq subiu 0,5% na semana passada. Apesar do percentual mais modesto, foi a sétima alta do indicador em oito semanas.

Com a temporada de balanços do 1T26 quase encerrada, o crescimento observado dos lucros do primeiro trimestre deve ser de 29% em relação ao 1T25. Esse desempenho superou a mediana das expectativas, que era de um avanço de 16,1%, de acordo com dados da LSEG divulgados na sexta-feira (22).

Ainda na sexta-feira, Kevin Warsh tomou posse como presidente do Federal Reserve (FED), o banco central americano. Sua nomeação ocorre em meio a crescentes preocupações com a inflação, impulsionadas pelos preços mais altos do petróleo, que aumentaram as expectativas de uma política monetária global mais restritiva.

Atualmente, a alternativa mais provável para os investidores é que o FED mantenha as taxas de juros inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. No entanto, ao longo das reuniões previstas para 2026, a expectativa de uma elevação dos juros em pelo menos 0,25 pontos-base vem ganhando relevância nas estimativas do mercado.

Para os investidores, a probabilidade dessa decisão é de apenas 1,9% na reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) que se encerra em 17 de junho. No entanto, a probabilidade sobe para 40,8% na última reunião do ano, agendada para os dias 8 e 9 de dezembro.

Perspectivas

Nesta terça-feira serão divulgados os dados de confiança do consumidor americano para maio. A dúvida dos investidores foi o impacto da alta dos preços da gasolina nas expectativas dos consumidores.

Indicadores

BRASIL

Saldo em transações correntes (Abr)

Esperado: – US$ 0,20 bilhão

Anterior: – US$ 6,04 bilhões

Investimento estrangeiro direto (Abr)

Esperado: + US$ 5,30 bilhões

Anterior: + US$ 6,04 bilhões

ESTADOS UNIDOS

Confiança do consumidor CB (Mai)

Esperado: 91,9

Anterior: 92,8

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