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Vibra Registra Lucro de R$ 1,61 Bilhão no 1º Tri, Alta de 168%

Escalada do preço do petróleo e operação “Carbono Oculto” impulsionaram o resultado da distribuidora

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A disparada do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e o avanço das investigações sobre fraudes no setor de combustíveis ajudaram a impulsionar o resultado da Vibra Energia no primeiro trimestre de 2026. A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,613 bilhão entre janeiro e março, alta de 168% em relação ao mesmo período do ano passado.

O barril do Brent disparou acima de US$ 100 em março, após o início do conflito em 28 de fevereiro, acumulando uma alta de 63% no período em março. O movimento elevou os preços dos combustíveis e ampliou ganhos de comercialização e estoques para grandes distribuidoras. Hoje, o Brent está sendo negociado em torno de US$ 96.

Outro ponto considerado relevante pelo mercado foi o impacto indireto da operação “Carbono Oculto”, investigação que revelou esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação envolvendo facções criminosas e postos sem bandeira no setor de combustíveis. As apurações aumentaram a pressão regulatória e a fiscalização sobre distribuidoras independentes e revendedores informais.

A Vibra afirmou ter observado um aumento na migração de postos sem bandeira para redes embandeiradas. Segundo a companhia, o avanço do combate à ilegalidade no setor impulsionou revendedores a buscar operações ligadas a grandes distribuidoras, consideradas mais seguras do ponto de vista regulatório e financeiro. O movimento ajudou a elevar o volume comercializado pela empresa. As vendas cresceram 4% no trimestre, para 8,737 milhões de metros cúbicos, enquanto a receita líquida avançou 7%, somando R$ 48,251 bilhões.

No critério ajustado, o lucro líquido ficou em R$ 1,49 bilhão, alta de 63% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,204 bilhões, crescimento de 58% na mesma comparação.
A dívida líquida encerrou março em R$ 18,615 bilhões, queda de 9% em base anual e recuo de 3% frente ao fim de 2025.

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