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Novas Ameaças Ao Irã: Petróleo Inverte o Sinal e Sobe após Queda Brusca do Dia Anterior

Ibovespa fecha em queda com aumento de tensão geopolítica; Dólar fecha perto da estabilidade ante real

4 min

A última sessão de fechamento do petróleo, no dia anterior, foi de sinal negativo com recuo de 3%, no entanto, a volatilidade do mercado inverteu o sinal das cotações hoje. O barril do Petróleo Brent fechou em alta de 1,80% cotados a US$ 93,10.

O motivo da alta foi a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de retomar os ataques ao Irã. Trump afirmou nesta quarta-feira (10) que os EUA atacarão o Irã “com muita força” se nenhum acordo de paz for alcançado.

Washington, segundo o republicano, atua em resposta à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.”Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, afirmando que os EUA devem atacar o Irã nesta quarta-feira.

O presidente completou dizendo que as Forças Armadas dos EUA escoltaram secretamente navios que transportavam mais de 100 milhões de barris de petróleo para fora do Estreito de Ormuz.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda nesta quase perdendo o patamar de 168 mil pontos no pior momento, contaminado pela aversão a risco decorrente do aumento da tensão geopolítica.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,7%, a 168.619,26 pontos, renovando mínima desde janeiro. Na máxima do dia, marcou 169.812,46 pontos. No piso, registrou 168.070,99 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 26,1 bilhões.

No país, investidores também repercutiram nova pesquisaGenial/Quaest, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro.

Estrategistas do Bank of America cortaram o Brasil para “marketweight” em seu portfólio de ações para América Latina, citando uma perspectiva mais desafiadora para as taxas de juros e expectativas mais fracas para os resultados corporativos. Mas, no relatório com data da véspera, também destacaram que a volatilidade relacionada às eleições está aumentando.

Destaques

• VALE ON recuou 1,02%, mesmo com a alta dos futuros do minério de ferrona China, após dados comerciais mensais positivos da segunda maior economia do mundo. O contrato mais negociado na bolsa de Dalian fechou em alta de 1,51%.

• PETROBRAS PN avançou 1,17%, acompanhando os preços do petróleo no exterior. A estatal também divulgou que assinou contrato com a Equinor para aquisição de 50% de participação do bloco Itaimbezinho, no pré-sal da Bacia de Campos.

• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,36%, exceção entre os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN caiu 0,98%, BANCO DO BRASIL ON recuou 0,58%, SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,63% e BTG PACTUAL UNIT caiu 3,24%.

• TOTVS ON fechou em queda de 7,02%, contaminada pelo desempenho negativo de ações de softwares nos EUA.

• MAGAZINE LUIZA ON perdeu 6,74% e NATURA ON recuou 5,65%, com ações sensíveis a juros na ponta negativa do Ibovespa. Apesar do alívio nas taxas dos DIs, curva futura de juros continuou precificando alta da Selic no segundo semestre.

Dólar

O dólar encerrou o dia perto da estabilidade ante o real, em uma sessão sem gatilhos fortes para a moeda norte-americana, com investidores repercutindo dados de inflação nos Estados Unidos e o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou o dia com variação negativa de 0,12%, aos R$5,1723. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,77% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para julho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – cedia 0,15% na B3, aos R$5,1955.

O câmbio no Brasil mostrou certa volatilidade até o início da tarde, com as cotações oscilando entre altas e baixas na esteira dos números de inflação nos EUA.

No Brasil, após atingir a cotação máxima intradia de R$5,1978 (+0,37%) às 9h07, antes da divulgação do CPI, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1589 (-0,37%) às 10h47, já após o anúncio do índice.

Mas a moeda norte-americana seguiu alternando altas e baixas até o início da tarde, sem uma tendência forte, para depois se manter próxima da estabilidade durante a tarde.

No exterior, a divisa dos EUA tinha sinais mistos ante as demais, em meio ao noticiário sobre a guerra.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$2,588 bilhões em junho até dia 5.

Às 17h06, o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – subia 0,01%, a 100,020.

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