Bom dia. Estamos na quarta-feira, 3 de junho.
Cenários
O dia começa com novos capítulos de histórias não tão novas. Na madrugada, depois de semanas de relativa calma, o Irã voltou ao ataque e lançou mísseis e drones contra o aeroporto internacional do Kuwait. E em Washington, o governo americano ressuscitou de vez a guerra comercial, impondo tarifas de 12,5% sobre 60 países – Brasil inclusive.
Foram lançados mísseis e drones contra o Terminal 1, que concentra os voos internacionais. Segundo as autoridades kuwaitianas, houve uma vítima fatal e os danos foram pesados. O país suspendeu todos os voos após o ataque, e algumas rotas ainda estão suspensas.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o ataque foi uma resposta ao que os iranianos descreveram como ataques dos EUA a um petroleiro no Estreito de Ormuz e a uma torre de telecomunicações na Ilha de Qeshm.
As ações violaram um acordo de cessar-fogo e o direito internacional, afirmou o ministério, que acrescentou que Kuwait e Bahrein têm “responsabilidade direta e clara” pelos ataques. Esses países, disseram os iranianos, liberaram seus territórios e instalações militares para apoiar operações militares dos EUA contra o Irã.
O ministério afirmou também que se reserva o direito à autodefesa e que usará todos os meios disponíveis para responder, inclusive atacando a origem de quaisquer ataques futuros.
Já em Washington, o governo anunciou a imposição de tarifas de 12,5% sobre 60 países, o Brasil entre eles, após uma investigação do United States Trade Representative (USTR) sobre importação de mercadorias feitas com trabalho forçado.
O USTR dividiu os alvos em dois grupos, com alíquotas diferentes. União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador ficariam com tarifa adicional de 10% por já terem algum tipo de proibição ou mecanismo legal, mas com fiscalização considerada insuficiente.
Segundo o relatório, o Brasil foi colocado no grupo por não proibir legalmente a importação para o mercado doméstico de produtos feitos total ou parcialmente com trabalho forçado em outros países.
Perspectivas
A reação dos mercados seguiu o que era de se esperar. Os contratos futuros do barril de petróleo do tipo Brent com vencimento em julho estão em alta de 2,5% a US$ 98,50. Os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil estão em leve baixa no pré-mercado.
Os investidores estão preocupados com uma possível alta do petróleo devido à retomada das hostilidades no Irã, pois isso pode elevar a inflação e pressionar ainda mais os bancos centrais para contrair as políticas monetárias.
Indicadores
BRASIL
Produção Industrial / IBGE (Abr)
Esperado: 0,4%
Anterior: 0,1%
Produção Industrial / IBGE (12m)
Esperado: 1,7%
Anterior: 4,3%
ESTADOS UNIDOS
Variação de empregos privados ADP (Mai)
Esperado: + 118 mil
Anterior: + 109 mil
Livro Bege