Dos 255 bilionários brasileiros de 2026, sete deles estão no segmento de incorporação e construção. Eles representam 2,75% do total e somam mais de R$ 30 bilhões em patrimônio juntos.
Todos eles têm suas fortunas atreladas a companhias de capital aberto, listadas na bolsa de valores. São sócios de incorporadoras como JHSF, Cury, Direcional e Cyrela.
Entre os sete, as duas maiores fortunas ficam com sócios da JHSF, que vive um momento positivo. Tendo limpado seu balanço ao estruturar fundos com a JHSF Capital e focado em negócios de renda recorrente, a empresa opera com caixa, dívida zero e uma atividade operacional que tem agradado analistas.
Nesse panorama, os papéis da JHSF saltam 32% neste ano. Em uma janela maior, de 12 meses, as ações sobem 88%, fazendo com que a companhia mostre um valor de mercado de R$ 7,13 bilhões.
Abaixo, veja quem são os bilionários da construção.
A Lista Forbes Bilionários Brasileiros considera várias fontes para apontar que alguém atingiu a fortuna de R$ 1 bilhão ou mais. A informação mais importante são as ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026.
Além de públicos, esses dados são oficiais e auditados. Uma vez que a lista considera apenas as informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados.
Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o participante da lista concordar em fornecer dados confiáveis sobre eles. Dependendo do caso, o patrimônio de irmãos ou familiares pode ser consolidado ou separado.
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Os bilionários da construção
Fábio Roberto Chimenti Auriemo
Idade: 74 anos
Empresa: JHSF
Patrimônio: R$ 10 bilhões
É o primeiro da lista dos bilionários de incorporação e ocupa a 35ª posição no ranking geral de 2026, tendo subido da 53ª posição no ano passado.
Seu patrimônio é avaliado em R$ 10 bilhões, ante R$ 8 bilhões no ano anterior, representando uma variação de 23,75%.
Fábio Auriemo fundou o grupo JHSF em 1972 como uma pequena construtora. Hoje a empresa é responsável por empreendimentos como Parque Cidade Jardim, Fazenda Boa Vista e Boa Vista Village, além de atuar em shopping centers, aeroporto, hospitalidade, clubes e negócios financeiros, seguindo em expansão internacional.
Fábio integra o bloco de controle da JHSF, que detém 55,8% do capital social da empresa, segundo dados da área de Relações com Investidores (RI).
Rubens Menin
Idade: 70 anos
Empresa: MRV
Patrimônio: R$ 9,2 bilhões

Rubens Menin Teixeira de Souza tem a maior parte da sua fortuna vindo da MRV e do Inter, sendo que ambas as companhias são geridas por seus sucessores atualmente.
Rafael Nazareth Menin Teixeira atua como co-CEO da MRV, ao passo que João Vitor Menin é o CEO Global do Inter.
No entanto, o bilionário segue como presidente do Conselho de Administração (chairman) de ambas as empresas.
Rubens está na 36ª posição do ranking de bilionários de 2026, subindo uma posição, visto que ocupava a 37ª em 2025.
Seu patrimônio recuou de R$ 9,8 bilhões para R$ 9,2 bilhões, queda de 6,12%.
Tem 70 anos e é natural de Minas Gerais. Foi ele que fundou a MRV, em meados de 1979, em Belo Horizonte (MG).
Conforme dados do RI da MRV, ele detém quase um terço do capital social da empresa, sendo dono de uma fatia de 32,6%. Atualmente a incorporadora vale R$ 3,18 bilhões em bolsa.
José Auriemo Neto
Idade: 50 anos
Empresa: JHSF
Patrimônio: R$ 9,1 bilhões

O segundo nome da JHSF na lista. José Auriemo Neto também ascendeu no ranking, saindo da 59ª para a 37ª posição entre 2025 e 2026. Seu patrimônio cresceu de R$ 6,8 bilhões para R$ 9,1 bilhões, alta de 33,82%.
Tem 50 anos e é natural de São Paulo.
Conhecido como “Zeco”, é acionista e presidente do conselho do grupo JHSF e controla a rede Fasano, adquirida em 2014.
Em 2019 inaugurou o único aeroporto executivo privado do país — o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional —, em São Roque (SP), e expandiu a rede Fasano internacionalmente, com unidades em Nova York, Punta del Este, Estados Unidos e Europa.
Elie Horn
Idade: 82 anos
Empresa: Cyrela
Patrimônio: R$ 3,7 bilhões

Elie Horn, da Cyrela, ocupa a 103ª posição em 2026, assim, subiu da 104ª posição do ano passado. Seu patrimônio cresceu ligeiramente, de R$ 3,6 bilhões para R$ 3,7 bilhões (alta de 2,78%).
Ele é natural da Síria, mas se naturalizou brasileiro. Tem 82 anos atualmente e mora no exterior.
Elie é o principal acionista da construtora Cyrela, tendo passado o comando aos filhos em 2014 para se dedicar ao seu fundo Abaporu e à filantropia.
Comprou o Hospital Vera Cruz, em Campinas (SP), em 2017, tem participação na Brasil Agro, fundou o Instituto Liberta — voltado ao combate à prostituição infantil — e é o único brasileiro integrante do The Giving Pledge.
Atualmente a Cyrela é avaliada em R$ 10,7 bilhões. O site de RI não detalha quanto cada um dos controladores possui em fatia societária, mas indica que o bloco todo é dono de 28,6% do capital social da empresa.
Fábio Elias Cury
Idade: 61 anos
Empresa: Cury
Patrimônio: R$ 3,3 bilhões

Fábio Elias Cury subiu da 124ª para a 112ª posição, com patrimônio passando de R$ 2,6 bilhões para R$ 3,3 bilhões, alta de 26,92%.
Tem 61 anos, é natural de São Paulo.
Sua família detém cerca de 34% da construtora e incorporadora Cury, que abriu capital na bolsa de valores em meados de setembro de 2020. Fábio é o maior acionista individual da família.
Ricardo Valadares Gontijo
Idade: 76 anos
Empresa: Direcional
Patrimônio: R$ 3 bilhões

Ricardo Valadares Gontijo, da Direcional, saiu da 137ª para a 136ª posição, com uma pequena alta de 3,4% do seu patrimônio líquido, de R$ 2,9 bilhões para R$ 3 bilhões.
O empresário tem 76 anos e é natural de Minas Gerais.
Ele é fundador e presidente do conselho da Direcional Engenharia. Seu filho, Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, é o atual CEO da companhia.
A família possui cerca de 36% das ações da empresa, negociada em bolsa desde 2009. O valuation atual da construtora é de R$ 5,7 bilhões.
Flávio Ernesto Zarzur
Idade: 69 anos
Empresa: Eztec
Patrimônio: R$ 2,1 bilhões

Flávio Ernesto Zarzur, da Eztec, subiu da 203ª para a 167ª posição na lista de bilionários.
Seu patrimônio pessoal saiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,1 bilhões, alta de 16,6%.
Com 69 anos de idade, o empresário é natural de São Paulo, sendo o filho mais velho de Ernesto Zarzur (1934-2021), com quem fundou a incorporadora e construtora Eztec no ano de 1979.
É ele quem preside o conselho de administração, enquanto seu irmão Silvio, também cofundador, ocupa o cargo de diretor-presidente da empresa.
A Eztec vale R$ 3,2 bilhões na bolsa de valores atualmente. O grupo controlador, que inclui Flávio, detém 56% do capital social da empresa.