Aos 97 anos, o gaúcho João Jacob Vontobel e o carioca Daniel Miguel Klabin lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026. Os dois ocupam o topo da lista por idade, enquanto Amelie Voigt Trejes, de 21 anos e herdeira ligada à WEG, aparece no outro extremo. Entre o mais velho e a mais jovem, há uma diferença de 76 anos.
Vontobel foi fundador e primeiro presidente da Vonpar, companhia criada em 1948 e que hoje opera três fábricas e cinco centros de distribuição nos segmentos de bebidas e alimentos. Entre as empresas do grupo está a Neugebauer, considerada a primeira fábrica de chocolates do Brasil.
Klabin, por sua vez, é natural do Rio de Janeiro e um dos herdeiros da família fundadora da Klabin.
Dos cinco bilionários no topo do ranking por idade, três são mineiros: Consuelo Andrade de Araújo e família, do Banco Mercantil do Brasil; Ivan Müller Botelho, da Energisa; e Alair Martins do Nascimento, do Grupo Martins. O estado reúne 20 bilionários na lista de 2026, atrás de São Paulo, com 95, e do Rio de Janeiro, com 37.
Juntos, os cinco bilionários mais velhos acumulam uma fortuna de R$ 16,2 bilhões. Entre os cinco mais jovens, cuja riqueza é formada em grande parte por heranças, o patrimônio combinado supera R$ 24,1 bilhões.
Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil
1. João Jacob Vontobel
Bilionário mais experiente do Brasil e fundador da gaúcha Vonpar Refrescos, João vendeu a empresa à mexicana Femsa, distribuidora da Coca-Cola, em 2016. A Vonpar era engarrafadora do refrigerante no Brasil desde os anos 1950 e, desde os anos 1980, trabalhava com as cervejas Kaiser e Heineken. A família segue com a divisão de alimentos do grupo, que reúne os chocolates Neugebauer, os doces MuMu e as balas Wallerius.
O bilionário caiu de posição, saindo da 133ª posição para a 136ª posição neste ano, mas seu patrimônio se manteve no mesmo patamar em relação ao ano anterior.
- Posição 2026: 136ª
- Posição 2025: 133ª
- Patrimônio 2026: R$ 3 bilhões
- Patrimônio 2025: R$ 3 bilhões
- Variação: 0%
- Idade: 97 anos
- Naturalidade: RS
- Empresa: Vonpar
- Setor: Bebidas
2. Daniel Miguel Klabin
Engenheiro civil pela UFRJ, Daniel é um dos herdeiros remanescentes dos fundadores da Klabin. A família detém ações da holding Klabin Irmãos, controladora da empresa.
Natural do Rio de Janeiro, o empresário avançou treze posições no ranking em relação a 2025, passando da 203ª para a 190ª colocação em 2026. Apesar da melhora na classificação, seu patrimônio encolheu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão no período.
- Posição 2026: 190ª
- Posição 2025: 203ª
- Patrimônio 2026: R$ 1,6 bilhões
- Patrimônio 2025: R$ 1,8 bilhões
- Variação: -11,11%
- Idade: 97 anos
- Naturalidade: RJ
- Empresa: Klabin
- Setor: Papel e Celulose
3. Consuelo Andrade de Araújo e família
Um dos poucos bancos médios a sobreviver às inúmeras transformações do sistema financeiro, o Mercantil do Brasil dedicou-se durante muito tempo ao financiamento de pequenas empresas, o chamado middle market. Recentemente ampliou sua atuação nos empréstimos consignados. Os bons resultados fizeram as ações mais do que dobrar, inserindo a família na relação deste ano. Consuelo, a matriarca, não tem função executiva no banco, cujo controle está com a família por meio de um acordo de acionistas que inclui os herdeiros.
A empresária mineira avançou 90 posições no ranking, passando da 253ª para a 163ª colocação. Seu patrimônio também cresceu R$ 1 bilhão, de R$ 1,2 bilhão em 2025 para R$ 2,2 bilhões em 2026.
- Posição 2026: 163ª
- Posição 2025: 253ª
- Patrimônio 2026: R$ 2,2 bilhões
- Patrimônio 2025: R$ 1,2 bilhões
- Variação: 83,33%
- Idade: 94 anos
- Naturalidade: MG
- Empresa: Banco Mercantil do Brasil
- Setor: Finanças
4. Ivan Müller Botelho
Por meio da Multisetor, o empresário e a família são controladores da Energisa, um dos maiores grupos de energia do país, do qual Ivan é presidente de honra. A companhia foi criada a partir da Cataguases-Leopoldina, uma empresa da família Botelho. Fundada em 1905, foi pioneira na geração privada de energia e a terceira empresa brasileira a listar suas ações em bolsa, ainda em 1907. Atualmente, o grupo reúne 75 subsidiárias no país.
O empresário mineiro avançou 24 posições no ranking, passando da 99ª para a 75ª colocação. Seu patrimônio cresceu R$ 1,1 bilhão, de R$ 4 bilhões em 2025 para R$ 5,1 bilhões em 2026.
- Posição 2026: 75ª
- Posição 2025: 99ª
- Patrimônio 2026: R$ 5,1 bilhões
- Patrimônio 2025: R$ 4 bilhões
- Variação: 35%
- Idade: 92 anos
- Naturalidade: MG
- Empresa: Energisa
- Setor: Energia
5. Alair Martins do Nascimento
Alair controla o grupo atacadista Martins, criado por ele a partir de um armazém de 110 metros quadrados em Uberlândia (MG) em 1953. A empresa é a única no segmento que chega a todos os municípios brasileiros, com uma oferta de mais de 20 mil itens diferentes. Além do atacado, o conglomerado tem a rede Smart Supermercados, o Tribanco, o Tribanco Seguros, o cartão Tricard, a Universidade Martins do Varejo e o Instituto Alair Martins.
Ele avançou 11 posições no ranking, passando da 101ª para a 90ª colocação. Seu patrimônio cresceu R$ 400 milhões, de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,3 bilhões.
- Posição 2026: 90ª
- Posição 2025: 101ª
- Patrimônio 2026: R$ 4,3 bilhões
- Patrimônio 2025: R$ 3,9 bilhões
- Variação: 10,26%
- Idade: 92 anos
- Naturalidade: MG
- Empresa: Grupo Martins
- Setor: Atacado
Metodologia
A lista Forbes Bilionários Brasileiros considera várias fontes para apontar que alguém atingiu a fortuna de R$ 1 bilhão ou mais. A informação mais importante são as ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026. Além de públicos, esses dados são oficiais e auditados. Uma vez que a lista considera apenas as informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o participante da lista concordar em fornecer dados confiáveis sobre eles. Dependendo do caso, o patrimônio de irmãos ou familiares pode ser consolidado ou separado. Sugestões e observações, escreva para [email protected]