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Corteva Prevê R$ 10,21 Bilhões Adicionais com Milho até 2035

Companhia prepara a separação da Vylor, futura empresa independente de sementes e genética, com sete plataformas tecnológicas previstas para as Américas Latina e do Norte

4 min

A Corteva projeta que a Vylor, companhia de sementes e genética que será formada a partir de sua separação prevista para 1º de outubro de 2026, gere cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões) em receita incremental até 2035 com o negócio de milho, incluindo licenciamento de tecnologias. O plano apresentado pela empresa em Indianápolis, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (1) reúne sete novas plataformas para produtividade, estabilidade produtiva, controle de insetos, resistência a doenças e milho de porte reduzido, com lançamentos previstos inicialmente na América Latina, em 2028, e depois na América do Norte. São sete plataformas previstas que abarcarão 90% dos negócios de milho da futura Vylor.

“O milho já é uma das culturas mais plantadas no mundo e sua importância só tende a aumentar. Nosso pipeline muda o cenário até 2035 com a primeira característica já desenvolvida pelo setor destinada a melhorar a produtividade e sua estabilidade”, diz Sam Eathington, diretor de tecnologia da futura Vylor. Segundo ele, ensaios de campo realizados nas Américas registraram ganho médio de 0,188 tonelada por hectare, com aumentos de até 0,628 tonelada por hectare nos materiais com a nova característica.

ForbesSam Eathington, diretor de tecnologia da futura Vylor

A Vylor será a empresa independente que concentrará os negócios de sementes e genética avançada hoje ligados à Corteva após a separação societária. A estratégia apresentada pela companhia combina germoplasma próprio, biotecnologia, edição gênica e licenciamento, com o objetivo de ampliar a participação de tecnologias proprietárias no portfólio e aumentar a receita obtida com o uso desses ativos por terceiros.

A primeira etapa comercial, que está prevista para a América Latina, começa com o lançamento da tecnologia Abranvo. A plataforma foi desenvolvida para o controle da lagarta-do-cartucho por meio de dois novos modos de ação e deverá reunir no mesmo material características relacionadas à produtividade, estabilidade produtiva e tolerância a diferentes herbicidas. Em uma etapa posterior, a empresa pretende incorporar outros dois modos de ação proprietários para ampliar o controle da praga.

Em 2029, o cronograma avança para a América do Norte, onde a Vylor planeja lançar uma nova geração de tecnologias para o controle de insetos da parte aérea do milho, combinada à característica proprietária de produtividade e estabilidade. Até o final da década, o planejamento prevê ainda uma tecnologia de resistência múltipla a doenças, denominada MDR, desenvolvida por edição gênica.

A característica MDR foi desenhada para atuar contra quatro doenças da cultura: helmintosporiose do milho, cercosporiose, ferrugem-polissora e podridão do colmo por antracnose. O portfólio também inclui milho de porte reduzido, desenvolvido sobre as plataformas de nova geração e direcionado aos segmentos nos quais a companhia identificar maior retorno agronômico e econômico.

Para 2031, também na América do Norte, a empresa prevê a chegada de uma tecnologia para controle de insetos de solo com dois novos modos de ação não Bt contra a larva-alfinete do milho, sendo um deles de origem vegetal. A proposta é ampliar o número de mecanismos disponíveis para o manejo da praga e reduzir a dependência de uma única classe tecnológica.

“O portfólio de milho da Vylor será resultado direto dos bilhões de dólares que investimos ao longo da última década para ajudar os agricultores a acompanhar mercados em expansão e transformação”, afirmou Eathington.

Segundo o executivo, as plataformas proprietárias deverão ampliar a liberdade tecnológica da empresa, sustentar o negócio de licenciamento e aumentar sua participação nas receitas associadas às novas características.

A companhia pretende usar sua base genética tem marcas próprias e em acordos de licenciamento para terceiros. Para a Corteva, esse movimento faz parte da transição de uma posição de licenciada de tecnologias para uma atuação maior como licenciadora, apoiada em germoplasma, biotecnologia e edição gênica desenvolvidos internamente.

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