Os gastos com construção nos Estados Unidos recuaram em julho de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo U.S. Census Bureau, o órgão de estatísticas do governo americano.
De acordo com o levantamento, o valor total de construções colocadas em prática (o chamado “value put in place”) somou US$ 2,15 trilhões em taxa anual ajustada sazonalmente (SAAR, na sigla em inglês) em julho.
O número representa uma queda de 0,5% ante o valor revisado de junho, de US$ 2,16 trilhões.
A comparação com o mesmo período do ano passado é ainda mais negativa, considerando que os gastos de julho de 2026 ficaram 3,8% abaixo de igual etapa do ano anterior.
Já no acumulado de janeiro a julho de 2026, os gastos com construção nos Estados Unidos foram de US$ 1,2446 trilhão, queda de 3,5% ante o mesmo período de 2025.
Residencial recua e não residencial cresce
O segmento privado, que concentra a maior fatia dos investimentos em construção nos EUA, somou US$ 1,61 trilhão em taxa anualizada — queda de 0,5%.
Dentro desse grupo, os números mostram alguma heterogeneidade.
Na construção residencial privada foram de US$ 859 bilhões, queda de 1,3% frente aos US$ 870,6 bilhões de junho. As novas construções unifamiliares caíram 3,2% no mês e 6,5% em 12 meses.
No entanto, na construção não residencial privada foram de US$ 755,2 bilhões, que representam alta de 0,4% ante o mês anterior, um dos poucos sinais positivos do relatório.
Gastos com construção nos EUA por setor não residencial
- Escritórios: US$ 123,3 bi (+21,3% no ano)
- Energia: US$ 161,5 bi (+6,5% no ano)
- Comunicação: US$ 28,5 bi (+3,3% no ano)
- Lazer e recreação: US$ 23,3 bi (+3,4% no ano)
- Comercial: US$ 116,2 bi (-4,7% no ano)
- Saúde: US$ 56,3 bi (-5,3% no ano)
- Educacional: US$ 24,4 bi (-5,0% no ano)
- Hospedagem: US$ 23,3 bi (-9,9% no ano)
- Manufatura: US$ 167,8 bi (-21,7% no ano)
Dentro da construção não residencial privada, o destaque positivo é o segmento de escritórios, que somou US$ 123,3 bilhões em julho — alta de 3,3% no mês e um salto de 21,3% em 12 meses.
Já o segmento de manufatura segue em trajetória de forte contração: US$ 167,8 bilhões em julho, queda de 0,8% no mês e de 21,7% na comparação anual — a maior retração percentual entre todas as categorias do relatório.