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Karen Pittman, a Mia de “The Morning Show”, Fala sobre Assumir Destaque na Série

Em entrevista à Forbes, atriz reflete sobre sua carreira em Hollywood, liderança feminina no set e o futuro da produção da Apple TV+, que já tem sua quinta temporada confirmada

7 min

Desde sua estreia em 2019, a série “The Morning Show”, estrelada por Jennifer Aniston e Reese Witherspoon, acompanha uma bem-sucedida equipe de um programa matinal de televisão enquanto eles navegam por fusões de empresas de mídia, dramas inesperados, escândalos de má conduta profissional e muito mais. Com quatro temporadas completas disponíveis na Apple TV, a série traz outra atriz talentosa que continua chamando a atenção: Karen Pittman.

A atriz, que vive a produtora de televisão Mia Jordan desde o início da série, permanece em destaque. Mia é uma das personagens favoritas dos fãs, graças à evolução afiada da escrita dedicada ao seu arco narrativo e à combinação de confiança e vulnerabilidade que Pittman entrega na tela.

A trajetória de Karen Pittman

Nascida no Mississippi e criada em Nashville, no Tennessee, Pittman sempre foi ligada às artes. “Quando pequena, adorava fazer apresentações, atuar, brincar e dançar na frente das pessoas”, lembra. “Eu era, por natureza, meio tímida, então acho que meus pais ficaram muito surpresos quando isso começou a surgir em mim.”

Começou a carreira como atriz de teatro na Broadway. “A alegria que sinto no teatro — mais do que em produções de televisão e cinema — vem do fato de ter o público bem na minha frente, que muitas vezes interage por meio de risadas e responde enquanto estou no palco.”

Além de sua presença marcante em “The Morning Show”, ela também entregou atuações memoráveis como a Dra. Nya Wallace na série derivada de “Sex and the City”, “And Just Like That”, da HBO Max, e atualmente como Dawn na série da Netflix, “Forever”.

A seguir, confira os destaques da entrevista com Karen Pittman, de “The Morning Show”

Forbes: Como você soube inicialmente da criação da série “The Morning Show” e da sua personagem?

Karen Pittman: Quando “The Morning Show” chegou até mim, eu li algumas das cenas e trocas de diálogos, mas foi um processo longo. Durou cerca de 10 semanas. Pensei: “Essa é uma grande história. Quero fazer parte disso”. Pesquisei sobre Mimi Leder e Kerry Ehrin, que estão à frente da série, e entendi que queria trabalhar com elas.

Decidimos unir duas personagens em Mia Jordan. Acho que elas tinham uma ideia de elenco muito maior, mas decidiram juntar essas duas figuras em uma só. Mia seria uma mulher que teve um caso com Mitch Kessler (interpretado nas duas primeiras temporadas por Steve Carell), mas ainda não tinham definido totalmente qual o papel dela em “The Morning Show”.

Fiz uma leitura, e elas gostaram de mim. Ainda levaram mais três semanas e meia até eu finalmente receber a resposta. Achei que não tinha conseguido o papel, porque tinha demorado muito. Foi meu primeiro trabalho real como membro fixo de uma série na televisão, então eu estava muito animada.

O que te atraiu na história?

Para mim, como atriz, é muito importante estar em histórias que estão na linha de frente. Algo que será diferente de tudo o que você fez antes. Foi isso que me atraiu para “And Just Like That”. Ela iria contar uma versão diferente do que é ser mulher na cidade de Nova York. Foi isso que me atraiu para “Forever”, porque ainda não tinha existido uma série baseada na obra de Judy Blume. Quero estar envolvida em histórias que reflitam algum tipo de ideia sociopolítica.

Quatro temporadas depois, o que mais te orgulha em “The Morning Show”?

O elenco como um todo. Tenho orgulho de poder entregar um prêmio a Mimi Leder, concedido pelos diretores de arte. Fico feliz em apoiar a atriz Nicole Beharie, que trabalha ao meu lado. Chega um ponto em que você entende que a fama não é tão gratificante assim. Tem que ser sobre o trabalho, o ofício, a arte. Tem que ser sobre as pessoas e os relacionamentos.

O que tem achado da reação do público à trajetória de Mia na quarta temporada?

Fico feliz que as pessoas gostem dela e que as mulheres pensem que ela representa muito de suas próprias trajetórias. Estou muito contente com a forma como o público respondeu à quarta temporada e como a Mia meio que se libertou.

Em 2024, você foi indicada ao Emmy por sua performance na categoria “Atriz Coadjuvante de Destaque” pela terceira temporada da série. Esse reconhecimento motivou ou validou, de alguma forma, seus esforços e sua confiança desde então?

Eu não busco validação, mas isso me motivou, sim. O Emmy é um símbolo de excelência, mas acho que, para mim, foi realmente um incentivo para ir mais fundo como atriz e buscar mais histórias que realmente importam.

Com Mia assumindo cada vez mais destaque em “The Morning Show”, você sente um senso maior de autonomia para se manifestar caso um novo roteiro não pareça seguir o caminho adequado, do seu ponto de vista criativo?

Não dou notas para a [showrunner] Charlotte Stoudt. Ela não precisa que eu diga nada, porque faz um ótimo trabalho. Se ela pedir minha opinião, eu dou, claro, mas tenho grande respeito pelos roteiristas do programa. Eles observam qual tema acham que deve ser explorado na temporada e então expandem isso da maneira mais inteligente e intencional.

Com a quinta temporada já anunciada, o que você espera para o futuro de Mia? Que aspectos da vida da personagem os roteiristas ainda não exploraram?

Gostaria de ver mais dela com a Chris (interpretada por Beharie). Gostaria de saber qual era a verdade sobre o relacionamento secreto de Mia com Mitch Kessler, porque eles não dedicaram tempo suficiente a isso, para entender como e por que eles ficaram juntos. Isso faz parte da história de origem dela. Nunca senti que entendi o suficiente.

Como é estar cercada por uma equipe de líderes mulheres — colegas de elenco, roteiristas, produtoras e diretoras?

Elas protegem meu trabalho. Protegem minha capacidade de chegar ao set e me sentir confiante, bonita, bem, arrumada, limpa, com maquiagem e cabelo feitos. É um esforço de equipe. Como mulher negra, elas garantem que eu seja ouvida. Isso influencia o processo. Elas são respeitosas, e esse tipo de cuidado e amor só pode vir da admiração. Respeitamos o processo individual umas das outras, mas todas concordamos que vamos trabalhar duro. Vamos tentar não reclamar. Vamos fazer o que precisamos fazer pelo programa e pela história. E acho que, como produtoras, diretoras e roteiristas da série, elas cuidam do meu melhor trabalho ao me permitir ser livre e vulnerável.

Além de “The Morning Show”, que tipos de personagens, gêneros e histórias você está mais interessada agora?

Busco histórias sobre feministas: mulheres que são frágeis e que estão em uma jornada para encontrar estabilidade e força. Não acho que nascemos fortes. Não acho que nascemos estoicas. Construímos isso no nosso caráter. Nossas experiências nos tornam assim.

O que você mais tem gostado na Hollywood de hoje? O que ainda precisa melhorar, na sua visão?

Estou animada e otimista com a variedade de histórias que estou vendo de pessoas negras. Estou animada para ver o que Ryan Coogler e Jordan Peele farão a seguir. Isso me entusiasma porque me faz pensar: “Posso correr mais riscos e tentar mais coisas na minha própria carreira.” Sobre o que podemos melhorar, acho que a qualidade das histórias que contamos sempre pode ser aprimorada.

* Jeff Conway é colaborador sênior da Forbes USA. Ele é um jornalista norte-americano focado em entretenimento e negócios.

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