Condomínio carioca implementa solução inovadora de energia e reduz conta em 17%

Divulgação
Divulgação

Bruno Amaral, CEO e sócio-fundador da TYR: até 20% de economia na conta

Localizado na zona sul da capital carioca, o Quartier Ipanema, complexo comercial com 350 unidades, entre salas e lojas, espalhadas em 12 andares, queria, 34 anos depois de sua construção, tornar-se um greenbuilding – conceito que designa espaços que incorporam critérios relacionados à sustentabilidade social, ambiental e econômica. “Começamos, então, a pesquisar sobre energias alternativas e limpas, como solar e eólica”, conta Arão Pomeraniec, administrador do condomínio.

O processo de concorrência para a implementação de uma nova solução energética foi vencido pela startup brasileira TYR Energia. “Consultamos uma série de empresas e ela foi a que mais se encaixou no que procurávamos, com uma economia financeira substancial, além da possibilidade de negócios no mercado livre e um software que vai nos permitir um maior controle do consumo”, diz Pomeraniec.

LEIA MAIS: Como Warren Buffett está ajudando a transformar hectares de esterco em energia limpa com um acordo de US$ 10 bilhões

A TYR surgiu de uma conversa, há quase três anos, entre três empreendedores com expertise no setor imobiliário e de energia: Bruno Amaral, egresso do setor de imóveis, Alexandre Americano, ex-presidente da Eneva Energia e atual sócio da trading Mercurio Partners, e Pedro Bittencourt, CEO da GreenAnt, desenvolvedora de soluções que digitalizam e disponibilizam informações para o uso eficiente de energia – ambas as empresas são sócias do novo negócio, assim como a Gera Brasil.

“O nosso objetivo era oferecer uma alternativa que olhasse para o consumidor e não para o suprimento em si. Essa é uma forma de conduzir o negócio que já é adotada lá fora há duas décadas”, conta Amaral, CEO e sócio-fundador da empresa, lembrando que, em alguns países do mundo, as pessoas podem comprar energia no supermercado, por meio de um cartão pré-pago, e até fazer pesquisas de preço na internet para comparar valores. “Aqui, as pessoas não têm ideia de como suas contas de luz são compostas. Elas simplesmente pagam a fatura.”

No Brasil, atualmente, a maior parte de grandes conglomerados, como complexos industriais, redes de shopping centers e grupos hospitalares, já opera no Mercado Livre de Energia Elétrica, negociando livremente as condições comerciais – preço, quantidade, período de suprimento e pagamento – com as concessionárias. “Os consumidores menores, no entanto, não têm essa opção, já que, por questões regulatórias, a compra mínima é de 500 kW”, explica o executivo.

TRÊS EM UM

Para endereçar o tema, a TYR criou uma solução que agrega três estratégias. A primeira delas é reunir vários clientes pequenos num único cluster, fazendo deles um grande consumidor, capaz de migrar para o mercado livre. Em seguida, cada um deles recebe um medidor individual, que pode ser consultado por um app no celular que indica o consumo a qualquer momento do dia ou da noite. “Esse tipo de controle empodera o consumidor a partir do momento que ele sabe exatamente quanto e como gasta. Ele passa a entender seu padrão de consumo e a acompanhar a fatura ao longo do mês, como fazemos com o cartão de crédito”, diz Amaral. Segundo ele, só a instalação do medidor já cria uma mudança natural no comportamento dos consumidores capaz de causar uma economia na conta de energia. “Afinal, não controlamos aquilo que não conseguimos monitorar.”

Siga todas as novidades da Forbes Insider no Telegram

Por fim, explica o executivo, a TYR garante, por contrato, que a energia fornecida seja renovável (solar, eólica, biomassa e PCH, ou Pequena Central Hidrelétrica). “Essa é uma demanda cada vez maior, mas que, sozinhas, as empresas não conseguem alcançar.” Amaral explica, ainda, que toda a instalação fica a cargo da companhia, sem ônus para o condomínio, incluindo as obras, se necessárias, para a instalação dos medidores e subestações.

Arão Pomeraniec, do Quartier Ipanema, conta que, no primeiro mês, constatou uma economia de 17% na conta de energia – algo em torno de R$ 8 mil. Por enquanto, a solução está sendo usada apenas nas áreas comuns do condomínio – elevadores, corredores, ar condicionado central e garagem –, mas uma segunda fase prevê a expansão para 30 lojas e, logo depois, para todas as salas, alcançando, no final, uma economia total de até 20%.

Amaral diz que notou, nos últimos meses, um aumento expressivo na procura, já que todo mundo está buscando cortar custos. Por enquanto, a TYR só atende clientes comerciais, mas a ideia é contemplar também os residenciais num futuro próximo. A remuneração da empresa vem da negociação em larga escala no mercado livre, ou seja, a diferença entre o valor contratado e o repassado para o consumidor. Mas ele explica que esse custo é fixo, determinado em contrato. “Monitorar os preços de energia no Brasil não é uma tarefa fácil. Eles dependem de uma série de fatores, incluindo o regime de chuvas. É preciso contar com profissionais muito especializados. É essa inteligência que oferecemos.”

A meta da empresa é capturar 0,375 GWméd do mercado, algo equivalente a R$ 162 milhões por mês. “Nacionalmente, a carga energética total é de 63 GWméd, sendo 29% do consumo total vindo de edifícios. Somente no eixo Rio-São Paulo, são aproximadamente 6 mil edifícios comerciais, sendo que a capital paulista tem uma demanda maior justamente por ter mais prédios”, diz o empreendedor, que começou as operações em São Paulo no início deste mês, mas já tem Minas Gerais no radar, assim como assumir a função de broker no mercado livre, com uma usina virtual que vai oferecer ao cliente a possibilidade de ser detentor do ativo e controlar a resposta da demanda ou ser dono do ativo e contar com a TYR para controlar a flexibilidade.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).