4 empresas de óculos que apostaram na tecnologia para enfrentar o fechamento das lojas físicas

Soluções vão desde o uso de realidade aumentada a impressões 3D.

Gabriela Del Carmen
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 Mensent Photography/Getty Images
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O último ano desafiou marcas e lojistas, que foram obrigados a buscar alternativas para manter as vendas mesmo com a pandemia

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Mais do que uma necessidade para a saúde, os óculos são atualmente os queridinhos do mundo da moda, usados como peça-chave para complementar looks nas mais diversas ruas e passarelas ao redor do mundo. Não à toa, o faturamento do mercado ótico no Brasil avançou 172% de 2006 a 2017, elevando os ganhos do setor de R$ 7,7 bilhões para R$ 21 bilhões, de acordo com a Abióptica (Associação Brasileira da Indústria Óptica).

Apesar do avanço, o último ano desafiou marcas e lojistas, que foram obrigados a buscar alternativas para manter as vendas mesmo com o fechamento dos estabelecimentos físicos e a instabilidade econômica. Para muitos deles, a solução foi apostar em tecnologia, investindo na digitalização dos negócios, experiência do cliente e na qualidade da fabricação.

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“Existe um potencial incrível com o mercado digital. Mesmo nas cidades onde as óticas foram consideradas um serviço essencial [e permaneceram abertas], a pandemia incentivou o consumidor a comprar de uma forma diferente, com o apoio da tecnologia, que contribuiu para um crescimento importante de inovações no segmento”, considera Ivan Cavilha, fundador da Yoface, marca que produz óculos escuros e de grau em impressão 3D.

As soluções encontradas pelas empresas do setor são diversas: do uso de realidade aumentada para simulação de armações à análise de selfies, passando por filtros no Instagram e impressões 3D. Pensando nisso, a Forbes selecionou quatro empresas que estão inovando no segmento e redesenhando o mercado brasileiro, com estratégias criativas e acessíveis tanto para os fashionistas quanto para quem precisa das armações para enxergar melhor. Veja, na galeria de fotos a seguir, quais são elas:

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  • Yoface

    A Yoface é a primeira empresa brasileira a produzir óculos escuros e de grau em impressão 3D. “A tecnologia produz armações muito leves, flexíveis e resistentes. Os produtos são feitos com pó de poliamida, e chegam a pesar apenas 20 gramas”, conta o fundador e CEO Ivan Cavilha. Segundo o executivo, não há sobra de matéria-prima durante o processo, uma vez que o pó de poliamida é reaproveitado para uma nova armação. Para evitar ainda mais o desperdício, os óculos são fabricados sob demanda, com máquinas capazes de imprimir 77 itens diferentes por vez.

    O site da marca conta com recursos de inteligência artificial e machine learning que permitem, ao usuário, escanear gratuitamente o seu rosto pela câmera do celular ou da webcam. A informação é processada na nuvem e, automaticamente, a plataforma identifica cerca de 500 pontos estratégicos no rosto. “Reconhecemos, com 90% de precisão, como é a fisionomia do cliente e conseguimos criar armações customizadas, que atendam às suas medidas específicas de nariz e distância naso-pupilar.” Segundo Cavilha, a tecnologia evita que os óculos escorreguem do rosto, marquem a pele ou que a haste seja curta demais.

    As tecnologias foram aprimoradas durante a pandemia, e o novo site da Yoface deve ser lançado até o final deste mês. Com apoio do Senai Cimatec, a empresa acaba de abrir uma filial em Camaçari (BA), com o objetivo de desenvolver novas embalagens e seguir aperfeiçoando a inteligência artificial. A expectativa da empresa é faturar, pelo menos, R$ 1 milhão em um ano.

    Divulgação
  • Zerezes

    Lançada oficialmente em 2016, a Zerezes opera com um modelo DTC (direct to consumer) e promete óculos – escuros e de grau – com designs exclusivos pela metade do preço de mercado. Apostando em tecnologia para aprimorar a experiência do cliente, a marca desenvolveu um sistema de realidade aumentada capaz de reconhecer as dimensões da face e simular, gratuitamente, como as armações ficariam no rosto do usuário.

    “Percebemos que o principal desafio das pessoas é achar um óculos que fique bonito e, ao mesmo tempo, encaixe bem no rosto. Então, lançamos esse espelho virtual para os clientes experimentarem as armações virtualmente e, assim, terem uma noção precisa de como o acessório ficará na realidade”, diz o CEO Rodrigo Latini. No site, o cliente também pode fazer um rápido quiz para descobrir quais óculos são ideais de acordo com as suas preferências e necessidades. A plataforma coleta os resultados e, em alguns minutos, apresenta uma lista personalizada com os modelos mais adequados.

    Para aumentar a comodidade, a Zerezes lançou um serviço de experimentação em casa, para todo o eixo Rio-São Paulo. “No site, os usuários escolhem quatro armações que gostariam de provar, e nós as enviamos para suas residências por apenas R$ 1. Depois de cinco dias, buscamos os produtos e o cliente pode comprar o seu preferido pelo site”, explica Latini.

    Após escolher a armação e a lente, o consumidor recebe um link por SMS por onde deve enviar a receita médica. Com a câmera do celular ou a webcam, ele pode medir sua distância pupilar, e enviá-la diretamente à empresa.

    Em 2020, a Zerezes conseguiu triplicar as vendas online e ampliar seu faturamento em 50% mesmo com as lojas fechadas por boa parte do ano. Em 2021, a empresa espera triplicar os ganhos, para R$ 30 milhões. Segundo Latini, a marca, que se apresenta como ótica do futuro, está focada em trabalhar sua presença digital e aprimorar as tecnologias para se consolidar como a principal plataforma do setor no mercado brasileiro.

    Divulgação
  • Ui! Gafas

    Com aposta 100% no e-commerce em todo o território nacional, a marca conta com as redes sociais para a divulgação dos produtos e aproximação dos clientes. Para inovar, a Ui! Gafas desenvolveu um sistema de prova online, no qual é possível escolher os três modelos preferidos para, em seguida, entrar em contato pelo direct do Instagram de um dos consultores.

    Após esse procedimento, o usuário é direcionado para uma conversa no WhatsApp, onde deve fornecer duas fotos do seu rosto. Em até 24 horas, os especialistas fazem uma simulação do resultado, encaixando, virtualmente, as armações nas imagens enviadas. A reprodução leva em conta o DNP, que serve para medir as proporções do rosto, para que a simulação fique o mais próximo possível da realidade.

    Outra solução criada para facilitar a experimentação dos óculos é realizada exclusivamente pelo Instagram. A empresa desenvolveu filtros online com os diferentes modelos, para que os clientes vejam como as armações ficam em seus rostos. Ao clicar na tela, as armações mudam de cor, permitindo que os usuários encontrem a opção que mais combina com o seu rosto e estilo, sem sair de casa. Com as inovações, a Ui! Gafas tem o objetivo de melhorar a relação com os clientes e descomplicar o processo de escolha do óculos ideal.

    Reprodução/Instagram
  • Ray-Ban

    Para auxiliar os clientes na hora da compra, a Ray-Ban disponibiliza duas ferramentas gratuitas em seu site que indicam uma seleção personalizada com os melhores modelos para cada formato de rosto. A primeira delas é um sistema de análise facial, capaz de examinar a selfie enviada pelo usuário e, em alguns segundos, oferecer uma lista de armações que mais combinam com as proporções do seu rosto.

    Outra opção é preencher um questionário virtual simples, indicando a cor dos olhos e do cabelo, formato do rosto e a idade (adulto jovem, adulto ou idoso). A partir dos resultados, a plataforma faz um match com o portfólio de produtos e apresenta opções dos óculos escuros e de grau que mais combinem com as características indicadas.

    A marca também investe em tecnologias nas lentes, que prometem proteger os olhos da luz emitida por dispositivos digitais, aumentam o contraste e nitidez, ajudam a reduzir a fadiga ocular, adaptam-se às mudanças de condição do tempo e protegem contra raios ultravioletas, entre outros benefícios.

    Reprodução/Instagram

Yoface

A Yoface é a primeira empresa brasileira a produzir óculos escuros e de grau em impressão 3D. “A tecnologia produz armações muito leves, flexíveis e resistentes. Os produtos são feitos com pó de poliamida, e chegam a pesar apenas 20 gramas”, conta o fundador e CEO Ivan Cavilha. Segundo o executivo, não há sobra de matéria-prima durante o processo, uma vez que o pó de poliamida é reaproveitado para uma nova armação. Para evitar ainda mais o desperdício, os óculos são fabricados sob demanda, com máquinas capazes de imprimir 77 itens diferentes por vez.

O site da marca conta com recursos de inteligência artificial e machine learning que permitem, ao usuário, escanear gratuitamente o seu rosto pela câmera do celular ou da webcam. A informação é processada na nuvem e, automaticamente, a plataforma identifica cerca de 500 pontos estratégicos no rosto. “Reconhecemos, com 90% de precisão, como é a fisionomia do cliente e conseguimos criar armações customizadas, que atendam às suas medidas específicas de nariz e distância naso-pupilar.” Segundo Cavilha, a tecnologia evita que os óculos escorreguem do rosto, marquem a pele ou que a haste seja curta demais.

As tecnologias foram aprimoradas durante a pandemia, e o novo site da Yoface deve ser lançado até o final deste mês. Com apoio do Senai Cimatec, a empresa acaba de abrir uma filial em Camaçari (BA), com o objetivo de desenvolver novas embalagens e seguir aperfeiçoando a inteligência artificial. A expectativa da empresa é faturar, pelo menos, R$ 1 milhão em um ano.

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