Eletrobras Furnas investe em blockchain para acelerar inovação no setor elétrico

Empresa de geração e transmissão de energia se associou à startup Multiledgers para desenvolver o projeto.

Andressa Barbosa
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O blockchain foi apontado pelo instituto Gartner como uma das tecnologias de maior potencial na condução de inovações

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A companhia de geração e distribuição de energia Eletrobras Furnas está investindo em blockchain. Por meio de uma parceria com a startup especializada, a Multiledgers , o objetivo é  acelerar investimentos em pesquisa e desenvolvimento orientados à energia elétrica. Além de criar uma rede blockchain com foco em desenvolvimento e experimentação de soluções voltadas ao setor de energia. O blockchain foi apontado pelo instituto Gartner como uma das tecnologias de maior potencial na condução de inovações e mudanças organizacionais. E, ainda segundo o instituto, o setor elétrico pode ser um dos mais beneficiados por sua utilização.

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Como resultado dos primeiros estudos, Furnas lançou, em 2021, o RECFY, plataforma de emissão e comercialização de certificados de energia renovável desenvolvida em tecnologia blockchain. Estes certificados – atestados por auditor independente, o Bureau Veritas – possibilitam o rastreamento da energia consumida e permitem que as empresas que os adquirem cumpram suas metas de sustentabilidade.

Marcela Gonçalves, CEO da Multiledgers, acredita que a revolução verde é um caminho sem volta. “O primeiro passo foi dado e felizmente estamos posicionados na vanguarda desse movimento. Diversos certificados e ativos ambientais do setor energético, como os certificados de energia renovável e créditos de carbono, estarão, em pouco tempo, trafegando em ecossistemas descentralizados. A tokenização de demais ativos do setor é apenas uma questão de tempo”. “A formação de um ecossistema blockchain para o setor elétrico poderá reunir geradores, transmissores, distribuidores, comercializadores e órgãos reguladores”, diz Henrique Klier, diretor comercial da Multiledgers. Segundo ele, o ecossistema tende a trazer facilidades sem precedentes às relações entre os players, gerando novos modelos de negócio. Para o superintendente de tecnologia da informação de Furnas, Marcelo Piñeiro, essa é uma nova forma de fazer negócios e criar soluções de forma colaborativa em ambientes compartilhados.

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