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Eclipse Solar Total: Entenda o Fenômeno e Saiba de Onde Será Possível Acompanhar

Alinhamento entre Terra, Lua e Sol irá fazer o dia virar noite em algumas regiões do planeta por alguns minutos

3 min

Um eclipse solar total acontece nesta quarta-feira (12). O alinhamento entre Terra, Lua e Sol já ocorreu neste ano, mas somente desta vez o dia irá virar noite, ainda que por um curto espaço de tempo.

Por ser um fenômeno mais difícil de ser presenciado, é um momento importante para os cientistas. Durante os poucos minutos em que a luz solar é bloqueada pela sombra lunar, astrônomos aproveitam para realizar observações possíveis apenas nesta situação.

Rodolfo Langhi, diretor do Observatório da Unesp, explica que os eclipses solares totais são fundamentais para a comunidade científica por permitirem o estudo da Coroa Solar, uma parte da atmosfera do Sol que surge como uma mancha esbranquiçada e brilhante.

Quem estiver em regiões mais ao norte do planeta, como Groenlândia, Islândia e Rússia, conseguirá passar pela experiência completa do eclipse, que ocorrerá às 14h46 (no horário de Brasília) e durará até dois minutos, dependendo da região.

A Agência Espacial Europeia (ESA) destaca que a Espanha terá as condições mais favoráveis para observação. Além disso, o país irá registrar o primeiro eclipse solar total visível desde 1905, ou seja, há mais de 120 anos.

Ao norte da América do Norte, no Oeste da África e em partes da Europa não tão ao norte, só será possível ter uma visão parcial do Sol sendo encoberto. Neste caso, a sombra da Lua irá bloquear apenas parte dos raios solares, sem gerar uma sombra completa.

Eclipse no Brasil

Desta vez, o eclipse não será visível de nenhuma região do Brasil. Porém, em duas semanas, ocorrerá um eclipse lunar parcial na noite entre 27 e 28 de agosto e será possível acompanhar.

Langhi explica que um eclipse total só será visível no Brasil em 2045, na região nordeste do país. Até lá, os brasileiros poderão acompanhar eclipses do tipo anular, que é quando a Lua está em um ponto mais distante da Terra em sua órbita. Neste caso, a sombra não é suficiente para barrar toda a luz solar e forma-se uma espécie de anel ao redor da silhueta escura da Lua. Os próximos vão acontecer em 2027, 2028 e 2034.

Langhi explica que ocorrem no mínimo dois eclipses solares e no máximo sete eclipses, entre solares e lunares, todos os anos. “Os astrônomos conhecem bem os movimentos relativos da Lua, Terra e do Sol no espaço, de modo que suas velocidades e posições diferentes, bem como suas coordenadas, podem ser calculadas com uma precisão muito boa”, conclui.

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