Operadores globais não veem escassez no mercado de açúcar

Segundo Jeff Dobrydney, vice-presidente sênior da JSG Commodities, o dólar mais fraco atraiu muito capital especulativo para os futuros do açúcar.

Redação
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Jose Cabezas/Reuters
Jose Cabezas/Reuters

Essa é a visão de operadores e corretores que analisaram o mercado atual do adoçante

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O mercado global de açúcar está bem abastecido e não possui expectativas de escassez no curto prazo, com os altos preços atuais sendo apoiados pela safra do Brasil e pela grande posição comprada mantida por especuladores, algo que pode mudar em caso de mudança nos indicadores macroeconômicos.

Essa é a visão de operadores e corretores que analisaram o mercado atual do adoçante durante apresentação de hoje (19) na Santander ISO Datagro New York Sugar and Ethanol Conference.

LEIA MAIS: Parte das usinas no Brasil reduzem produção de açúcar para focar no etanol, diz Datagro

Eles concordaram que os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE têm como um piso o preço de paridade do etanol com o açúcar para as usinas brasileiras, de cerca de US$ 16,50 centavos por libra-peso, e um teto em torno de US$ 19 centavos por libra-peso, dependendo de possíveis exportações não subsidiadas da Índia.

“As visões convergem para um intervalo semelhante”, disse Enrico Biancheri, head de Açúcar da Louis Dreyfus.

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Entre os principais fatores para uma mudança no cenário estão uma deterioração ainda maior da safra brasileira, o que poderia causar pânico nos países de destino da commodity, ou uma alteração no panorama macroeconômico nos Estados Unidos e Europa, com o aumento da inflação levando bancos centrais a subir taxas de juros – o que poderia desencadear uma liquidação por parte dos fundos.

“Se o macro reverter, você terá muitas vendas no mercado“, disse Thierry Songeur, diretor-gerente do Sucden Groupe.

Jeff Dobrydney, vice-presidente sênior da corretora norte-americana JSG Commodities, afirmou que o dólar mais fraco, em conjunto com fundamentos positivos, atraiu muito capital especulativo para os futuros do açúcar. Ele não espera que alguma mudança ocorra em breve.

“O tipo de gasto que nós temos nos EUA não me permite acreditar que haverá uma liquidação guiada pelos fundos no futuro próximo”, disse Dobrydney.

Biancheri acredita que parte do prêmio de risco atualmente embutido no mercado pode desaparecer se a safra do Brasil, no final das contas, não for um “desastre”.

Os operadores afirmaram que os próximos relatórios sobre a situação da safra, que foi afetada pelo tempo seco, trarão mais clareza sobre as perspectivas para o mercado. (Com Reuters)

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