Safra recorde de trigo deve levar Brasil a baixar a importação do cereal

Apesar de geadas, produção é estimada em 8,6 milhões de toneladas

Redação
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Enrique Marcarian
Enrique Marcarian

A Companhia Nacional de Abastecimento estimou a produção de trigo do Brasil em 2021 em recorde de 8,6 milhões de toneladas

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O Brasil deverá aumentar em 38% sua produção de trigo em 2020/21 ante a temporada anterior, com um crescimento na área e uma recuperação nas produtividades, e as importações do cereal pelo país deverão cair 9%, estimou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A agência estatal estimou a produção de trigo do Brasil em 2021 em recorde de 8,6 milhões de toneladas, apesar de geadas que atingiram algumas lavouras em julho.

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Segundo o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Lopes, a previsão para o trigo considera um aumento expressivo na área plantada de mais de 15% ante a safra anterior.

Em transmissão online, Lopes notou ainda que geadas atingiram as plantações.

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“Estamos monitorando os impactos das geadas nas lavouras de trigo”, disse ele, acrescentando que eventuais perdas deverão ficar mais claras nos próximos levantamentos.

Ele explicou que as plantações estavam em sua maioria em desenvolvimento vegetativo.

“Isso justifica o fato de estarem menos propensas a perdas pelas geadas”, afirmou ele, lembrando que a situação é diferente do milho, atingido em fases de enchimento de grãos e floração, quando perdas são registradas pelo frio intenso.

A colheita de trigo no Sul do país, principal área produtora, tende a se intensificar a partir de setembro.

O gerente de produtos agrícolas da Conab, Fernando Motta, disse que a companhia mantém expectativa de crescimento do consumo sustentável, uma redução nas importações, “sobretudo pelo custo mais caro de importar trigo e pela produção crescente”.

A Conab projeta importações de trigo em 6 milhões de toneladas em 2020/21, ante 6,6 milhões de toneladas em 2019/20.

Uma importação menor pode significar queda na demanda pelo trigo da Argentina, principal exportador do cereal ao Brasil, que importa cerca de metade do consumo interno do grão. (Com Reuters)

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