Stock Car também é corrida para o agro

Entenda como o campo ajuda a mover as poderosas máquinas de corrida e seus pilotos.

Erich Mafra
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Duda Barrios
Duda Barrios

Empresas do agronegócio patrocinam e estão ligadas a diferentes aspectos da Stock Car

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Com cerca de 1 milhão de metros quadrados — ou aproximadamente 100 hectares —, o Autódromo de Interlagos é uma meca para os fãs brasileiros de automobilismo. Além de abrigar anualmente uma das principais provas da Fórmula 1, o espaço também recebe outras categorias como Super Bike, Fórmula Vee e hoje (12) foi palco da última etapa da 43ª edição da Stock Car Pro Series. Com uma disputa acalorada entre os três finalistas, Gabriel Casagrande venceu a final e saiu destacado pelos holofotes, mas para aqueles que têm olhares atentos, outro aspecto do evento também chamou a atenção: o agronegócio.

Stock Car e agro podem parecer temas de dois universos completamente distintos, porém se encontram em algumas ocasiões nas pistas de corrida. Nos dias atuais, o mais evidente é  o patrocínio estampado nos macacões de nomes como Casagrande, Ricardo Zonta e Cesar Ramos. O primeiro deles, um dos três finalistas da competição, tem como patrocinadora a Raumak, empresa de Jaraguá do Sul (SC) que fabrica e comercializa máquinas empacotadoras de grãos. Outras marcas como Oak Berry, Maxfol e Linea também têm espaços nos macacões dos pilotos da temporada encerrada da Stock Car.

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O encontro entre os dois mundos ocorre também no funcionamento das poderosas máquinas. A Lubrax, marca carioca de lubrificantes, possui uma equipe própria na competição, mas também é a fornecedora oficial de combustível e lubrificantes de motor e de câmbio de todas as equipes na competição. Curiosamente, a empresa produz um dos óleos mais utilizados para o funcionamento de máquinas agrícolas, tão potentes e tecnológicas quanto um carro de corrida.

Assim como o agro, a temporada da competição também trouxe discussões sobre o impacto de sua atividade no meio ambiente. O veterano da Stock Car e pentacampeão Cacá Bueno fechou uma parceria com a climatech Moss para zerar sua emissão de carbono durante as dez etapas da categoria e também compensar tudo que emitiu desde seu nascimento. Se isso não bastasse como coincidência, a Moss é uma das empresas que oferecem créditos de carbono para incentivar produtores do agronegócio a manterem seu manejo sustentável e evitarem o desmatamento.

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De patrocínios a parcerias e itens vitais para a realização da competição, o agro brilha nas pistas de Stock Car e ajuda a levar os 30 atletas em direção à linha de chegada em uma das modalidades de corrida mais populares no Brasil — na TV aberta, apenas em São Paulo, ela é assistida por cerca de 615 mil pessoas. 

“A agricultura brasileira e a Stock Car têm muitas semelhanças e realizam um casamento perfeito pelas características de ambas. A realidade do piloto e do produtor rural é mais semelhante do que parece. Precisam tomar decisões corretas de forma ágil, estão em constante risco, seja pelas curvas ou pelo clima e doenças e, no fim, buscam a linha de chegada”, afirma Mariangela Albuquerque, diretora de Marketing da ATTO Sementes, empresa mato-grossense que oficializou hoje (12) uma parceria para se tornar a nova patrocinadora da modalidade, garantindo a presença do agro brasileiro na temporada do próximo ano.

“Uma equipe da Stock Car necessita trabalhar em constante organização, planejamento e eficiência para que o seu piloto seja o melhor. No campo, o produtor também precisa ter uma excelente equipe, fazer as melhores escolhas nos insumos e executar cada operação na hora exata para alcançar o sucesso.”

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