Raízen eleva previsão de resultado para Renováveis em 21/22; reduz para açúcar

Ebitda de Renováveis subiu 30% no trimestre, para R$ 1,4 bilhão.

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Nacho Doce/Reuters
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Maior produtora global de açúcar e etanol, Raízen eleva a previsão de Renováveis para 2021/22

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A Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana, elevou a previsão da geração de caixa operacional medida pelo Ebitda ajustado para a unidade de Renováveis na temporada 2021/22 (abril/março) para até R$ 5 bilhões, ante uma expectativa máxima de R$ 4,4 bilhões na projeção anterior.

Segundo comunicado divulgado na noite de ontem, o aumento da expectativa reflete principalmente a movimentação dos preços de etanol e energia, “contribuindo para maximizar a margem das operações de comercialização, bem como dos produtos próprios”.

A divisão de Renováveis foi importante para o lucro líquido ajustado do terceiro trimestre fiscal da Raízen, que atingiu R$ 1,22 bilhão, versus R$ 384 milhões no período anterior.

O Ebitda de Renováveis subiu 30% no trimestre, para R$ 1,4 bilhão, com “avanço nas receitas e maximização de ganhos com comercialização”.

Na divisão de Açúcar, a companhia reduziu a expectativa do indicador de Ebitda ajustado para até R$ 2,1 bilhões no ciclo 2021/22, versus um máximo de R$ 2,6 bilhões na previsão anterior.

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“A redução da expectativa para o resultado da safra reflete o menor volume produzido em razão da quebra da safra, efeito de menor diluição dos custos fixos agroindustriais, inflação em materiais diversos e insumos agrícolas e alta do Consecana”, disse.

Adicionalmente, parte do estoque de açúcar produzido nesta safra poderá ser comercializado na próxima safra, “com o intuito de maximizar o retorno da operação e a rentabilidade”.

Dessa forma, o Ebitda ajustado de Açúcar caiu 37% para R$ 727 milhões no terceiro trimestre fiscal.

A Raízen, que também atua na comercialização de combustíveis, elevou a previsão de geração de caixa da divisão de Marketing & Serviços para até R$ 4,1 bilhões em 2021/22, ante um máximo de R$ 4 bilhões no guidance prévio.

A divisão que inclui a comercialização de combustíveis da empresa, uma das maiores do setor no Brasil, registrou Ebitda ajustado de R$ 1,24 bilhão, alta de cerca de 35% na comparação anual.

A unidade distribuidora teve expansão nas vendas de 7%, com destaque para o diesel (+12%), “dada a crescente demanda nos setores agrícola e de transportes”.

O Ebitda total da Raízen atingiu R$ 3,36 bilhões, com avanço de 5,6%,

A companhia, por outro lado, manteve e a expectativa de moagem de cana na temporada 2021/22 entre 76 milhões e 77 milhões de toneladas.

A empresa ainda citou que, apesar do período da moagem ter se encerrado no trimestre, “o início da próxima safra poderá ser antecipado resultando em um volume marginal a ser processado em março de 2022”.

 

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