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Ibovespa Cai com Queda da Vale; Petrobras Sobe e Dólar Avança Após Tensão no Oriente Médio

Bolsa brasileira encerra acima dos 172 mil pontos, enquanto petróleo reage aos ataques próximos ao Estreito de Ormuz e fortalece a moeda americana

4 min

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, pressionado principalmente pelas ações da Vale, enquanto os papéis da Petrobras evitaram um declínio mais forte, em dia de alta do petróleo no exterior. O índice recuou 0,25%, a 172.020,68 pontos, tendo marcado 171.417,06 pontos na mínima e 173.543,67 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$ 20,82 bilhões.

No exterior, a cena geopolítica retomou os holofotes após ataques a navios perto do Estreito de Ormuz, o que elevou os preços do petróleo, enquanto o setor de tecnologia pressionou Wall Street, com o S&P 500 encerrando com declínio de 0,45%. 

Na visão do sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, o pregão brasileiro foi influenciado por fatores externos, com o setor de tecnologia pressionando Wall Street, além dos ataques nas proximidades do Estreito de Ormuz, que fizeram os preços do petróleo subir no mercado internacional.

Destaques

• VALE ON caiu 2,04%, tendo de pano de fundo o declínio dos futuros do minério de ferrona China, bem como a divulgação pela companhia de que Daniel André Stieler renunciou aos cargos de membro e de presidente do conselho de administração da mineradora, com efeitos imediatos.

• PETROBRAS PN avançou 1,77% e PETROBRAS ON valorizou-se 2,65%, apoiadas pela alta do petróleo no exterior. A Petrobras também assinou nesta terça-feira um termo de conciliação com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para adequar 335 poços marítimos em conformidade com regras de segurança operacional.

• ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com decréscimo de 0,31%, com o sinal negativo prevalecendo entre os bancos do Ibovespa. O índice do setor financeiro caiu 0,55%.

• MRV&CO ON fechou negociada em baixa de 3,2%, com investidores na expectativa de prévia operacional da construtora prevista para esta semana. O índice do setor imobiliário na B3 recuou 2%.

• SLC AGRÍCOLA ON subiu 2,81%, experimentando uma trégua após forte pressão vendedora desde meados de abril, quando chegou a ser negociada acima de R$19. Na véspera, a ação fechou a R$12,80.

Dólar

Após sustentar variações discretas ao longo do dia, o dólar se firmou em alta ante o real, em sintonia com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, após os EUA revogarem uma autorização para a venda do petróleo iraniano. Com as preocupações relacionadas ao Oriente Médio renovadas, o dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,42%, aos R$ 5,15. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,10% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,52% na B3, aos R$ 5,18.

O dólar exibiu variações contidas ante o real até o meio da tarde, quando surgiu a notícia de que os EUA revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano, conforme informou uma autoridade norte-americana, alertando que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram “totalmente inaceitáveis”.

Mais cedo, a agência UKMTO, ligada à Marinha britânica, informou que três petroleiros relataram terem sido atingidos por projéteis desconhecidos no Estreito de Ormuz e nas proximidades nos últimos dias. Não houve comentário imediato de Teerã, nem reivindicação de responsabilidade.

A revogação da licença deu força ao petróleo, acelerou o avanço dos rendimentos dos Treasuries e impulsionou o dólar ante outras divisas, incluindo o real.

Após marcar a cotação mínima intradia de R$ 5,12 (-0,05%) às 9h30, ainda na primeira hora da sessão, o dólar atingiu a máxima de R$ 5,16 (+0,63%) às 16h18, já após a notícia sobre a licença para o petróleo iraniano.

“O conflito entre EUA e Irã já se arrasta há meses sem sinal de solução, e essa indefinição segue sustentando a busca por proteção e reduzindo o espaço para cortes de juros americanos”, resumiu à tarde Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, em comentário escrito.

No exterior, o dólar também subia ante outras divisas de países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e a lira turca. Às 17h06, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 0,19%, a 101,050.

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