Trigo tem máxima de 14 anos em Chicago e milho atinge máxima de 9 anos

A invasão russa da Ucrânia cortou os embarques da região que fornece quase um terço das exportações globais de trigo.

Reuters
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Vincent Mundy/Reuters
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A ameaça ao fornecimento de trigo foi exacerbada por reduzidos estoques globais em outros grandes exportadores

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Os contratos futuros de trigo em Chicago subiram até o limite diário de negociação de R$3,78 hoje (3), para o nível mais alto em 14 anos, com a invasão russa da Ucrânia cortando os embarques da região que fornece quase um terço das exportações globais.

A ameaça ao fornecimento de trigo pela invasão da Ucrânia pela Rússia foi exacerbada por reduzidos estoques globais em outros grandes exportadores, como Estados Unidos e União Europeia, minando sua eficácia da oferta desses países como um “colchão” em tempos de crise.

Na bolsa de Chicago, o trigo para maio fechou a R$57,23 o bushel. Essa foi a máxima para o contrato mais ativo desde março de 2008.

Os futuros de milho dos Estados Unidos registraram ganhos acentuados, com o contrato de referência atingindo um pico de nove anos, à medida que a invasão da Ucrânia pela Rússia corta a oferta do Mar Negro e estimula a demanda por embarques dos EUA.

VEJA TAMBÉM: Preços de commodities disparam com invasão da Rússia à Ucrânia

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O milho para maio avançou para o limite diário de negociação de R$1,76, tocando a máxima para o contrato mais ativo desde dezembro de 2012. O contrato de referência terminou em alta de R$1,11, a R$37,70 o bushel.

A soja para maio fechou em alta de R$0,20 a R$84,13 o bushel.

Traders continuam monitorando as condições das safras na América do Sul. As chuvas no cinturão agrícola da Argentina, atingida pela seca, nos últimos dias melhoraram as condições, disse a bolsa de grãos de Buenos Aires hoje (3).

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