Brasil pode exportar milho para a China no 2º semestre

Ministro da Agricultura comentou que o acordo inicial previa a exportação de milho brasileiro da próxima temporada

Reuters
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REUTERS/Rodolfo Buhrer
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O Brasil colheu quase 62% de sua segunda safra de milho no centro-sul.

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O Brasil está rediscutindo um protocolo sobre embarques de milho com o governo da China para permitir exportações do cereal já neste segundo semestre, disse ontem (25) o ministro da Agricultura brasileiro.

Marcos Montes comentou que o acordo inicial previa a exportação de milho brasileiro da próxima temporada, mas novas conversas podem permitir embarques da safra de 2022.

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“O protocolo inicial era da safra seguinte. O que estamos discutindo, foi discutido hoje já, e será discutido nos próximos dias, é se a gente vai poder exportar da safra atual. Exatamente pela grande produção que nós tivemos”, disse Montes a jornalistas.

O Brasil exporta a maior parte de seu milho no segundo semestre, competindo com fornecedores como os Estados Unidos neste período. A China já é o maior comprador de soja do Brasil, bem como um destino importante para os embarques brasileiros de carne.

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Montes disse que o Brasil está colhendo uma grande segunda safra de milho e, segundo ele, os chineses estão interessados ​​em importar o produto brasileiro.

“Será discutido nos próximos dias se poderemos exportar a safra atual de milho”, disse Montes, citando que discussões para revisar o protocolo ocorreram nesta segunda-feira.

“Eles querem imediatamente”, afirmou Montes, referindo-se ao apetite da China pela produção brasileira da atual temporada.

Segundo o ministro, o protocolo abrange milho e outros produtos, incluindo amendoim, polpa cítrica e concentrado de proteína de soja.

O Brasil colheu quase 62% de sua segunda safra de milho no centro-sul, segundo dados da consultoria AgRural divulgados nesta segunda-feira.

O milho segunda safra representa de 70% a 75% da produção nacional e é plantado após a soja, nas mesmas áreas.

Este ano, os agricultores brasileiros colherão cerca de 87,3 milhões de toneladas do cereal cultivado na “safrinha”, disse a AgRural.

As interrupções causadas pela invasão da Ucrânia pela Rússia redefiniram certas rotas comerciais agrícolas, levando os países a diversificar os fornecedores.

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