Soja tem maior ganho semanal em 22 anos nos EUA com calor no Meio-Oeste

O milho registrou seu maior ganho semanal em quase cinco meses, enquanto o trigo terminou a semana em alta após duas semanas de declínio

Reuters
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Jorge Adorno/Reuters
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A soja negociada em Chicago subiu hoje (29) e registrou seu maior avanço semanal em 22 anos, diante de previsões de clima quente e seco no Meio-Oeste dos EUA que aumentaram as preocupações com a oferta, enquanto a forte demanda por farelo de soja acrescentou suporte ao mercado.

O milho registrou seu maior ganho semanal em quase cinco meses, enquanto o trigo terminou a semana em alta após duas semanas de declínio.

O contrato na CBOT (Bolsa de Chicago) subiu 27,75 centavos, para US$ 16,37 (R$ 84,92) por bushel, depois de ter subido 11,99%, o maior ganho semanal desde 23 de julho de 1999.

O milho mais ativo da CBOT avançou 1 centavo para US$ 6,20 (R$ 32,16) o bushel. Durante a sessão, o contrato tocou US$ 6,36 (R$ 32,99) por bushel, um pico desde 11 de julho.

Na semana, o cereal ganhou 10,28%, sua maior alta semanal desde 4 de março de 2022.

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O trigo soft vermelho de inverno cotado em Chicago caiu 9,25 centavos, para US$ 8,07 (R$ 41,86) por bushel. No entanto, o contrato mais ativo do cereal ganhou 6,42% na semana, seu primeiro movimento semanal de alta desde a semana encerrada em 8 de julho, e o maior ganho semanal desde 8 de abril.

Apesar das chuvas recentes e temperaturas abaixo do normal em partes do Meio-Oeste dos EUA, as previsões apontam para um clima quente e seco no início de agosto, levantando preocupações para as lavouras de soja durante o desenvolvimento crucial das vagens, bem como para o milho plantado tardiamente e ainda polinizando.

O mercado de trigo caiu à medida que o movimento progrediu nas exportações de grãos da Ucrânia através do Mar Negro. Espera-se que as remessas comecem dentro de dias.

A Ucrânia está pronta para começar a enviar grãos de dois portos do Mar Negro sob um acordo mediado pela ONU, mas nenhuma data foi definida para o primeiro embarque, disse o ministro da Infraestrutura ucraniano, Oleksandr Kubrakov.

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