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Café Arábica se Estabiliza em Relação a Pico em 13 Anos e Cacau Salta

Preocupações persistentes com a oferta e incertezas quanto à regulamentação da União Europeia sobre desmatamento causaram a estabilização do grão

2 min

Os contratos futuros de café arábica na ICE se estabilizaram nesta terça-feira (19), após terem atingido picos em 13 anos na sessão anterior, devido a preocupações persistentes com a oferta e incertezas quanto à regulamentação da União Europeia sobre desmatamento. O cacau subiu para um pico em quatro meses.

Café

Pé de café com grãos maduros
ReutersApós picos, o café arábica estabilizou. Foto: Amanda Perobelli – Reuters

O contrato março do café arábica caiu  0,3%, para US$ 2,813  (R$ 16,034) por libra-peso, após ter atingido o nível mais alto desde maio de 2011, na segunda-feira, para 2,9150 dólares. A safra do Brasil, o maior produtor da commodity, parece ter perdido algum potencial após a seca neste ano, e analistas esperam uma produção decrescente de café arábica nesta temporada.

Negociantes disseram que o mercado continua preocupado com a tentativa dos partidos de direita no Parlamento Europeu de atrasar e diluir o Regulamento de Desmatamento da UE, que pode sair pela culatra, com a lei entrando em vigor no final de dezembro, como originalmente planejado. O janeiro do café robusta caiu 1,7%, para U$ 4.656  (R$ 16.539) a tonelada.

Cacau

O contrato março do cacau em Londres subiu 4,3%, para 6.965 libras (R$ 50.800,7) por tonelada, tendo fechado em queda de 0,3% na segunda-feira. O contrato atingiu um pico de quatro meses antes, de 7.019 libras (R$ 51238,7) por tonelada.

As chegadas de cacau aos portos da Costa do Marfim, maior produtor, atingiram 549.000 toneladas até 17 de novembro, desde o início da temporada em 1º de outubro, acima das 417.000 toneladas do mesmo período da temporada passada, mas o mercado espera que as chegadas diminuam daqui para frente. O março do cacau em Nova York subiu 3%, para 8.563 dólares (R$ 48.809,1) a tonelada.

Açúcar

O contrato março do açúcar bruto caiu  0,8%, para US$ 0,22 (R$ 1,25) por libra-peso, após registrar a sexta perda semanal consecutiva na semana passada.

“Seja por causa da falta de notícias sobre os fundamentos ou por causa do bom início da entressafra no Centro-Sul do Brasil, os fundos têm liquidado suas apostas no lado da compra e agora estão neutros”, disse a corretora StoneX em nota. O março do açúcar branco caiu 0,8%, para 568,70 dólares por tonelada.

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