O Brasil registrou um caso de gripe aviária altamente patogênica em ave silvestre, o que não deverá ter impactos comerciais, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante uma audiência no Senado, nesta terça-feira (27).
Conforme o sistema do ministério, o caso foi registro em um cisne negro cativo em Mateus Leme (MG).
Para o ministro, o caso deve ser tratado como algo “natural”, já que o Brasil está na rota das aves migratórias, que geralmente transmitem o vírus.
Conforme os registros do ministério, 165 casos de gripe aviária em aves silvestres foram registrados desde maio de 2023, data da primeira confirmação.
Fávaro também destacou que o registro de gripe aviária em granja comercial em Montenegro (RS) está “contido”. Ele considera que, se não fosse assim, outros casos teriam sido registrados “pela rapidez na propagação e pela letalidade do vírus”.
“Se tivesse escapado deste foco, com quatro ou cinco dias teríamos outros casos”, afirmou Fávaro, citando que as barreiras sanitárias funcionaram em Montenegro, onde o país viu surgir o primeiro caso de gripe aviária em granjas comerciais, em meados deste mês.
Dessa forma, o ministro considera que o Brasil está na contagem regressiva para se autodeclarar livre da doença. Isso pode ser feito em 28 dias, contados a partir da última quinta-feira, após a desinfecção completa da granja infectada em Montenegro.
Mais de 40 destinos comerciais já impuseram algum tipo de suspensão temporária, nacional ou regional, a importações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul.
O Brasil investiga outras 11 suspeitas de gripe aviária, sendo dez em aves silvestres ou galinhas de subsistência. Uma investigação em granja comercial ainda acontece em Tocantins, onde resultados preliminares descartaram a doença altamente patogênica.