Estudo mostra que geleiras estão derretendo em ritmo acelerado

Andres Forza/Reuters
Andres Forza/Reuters

As geleiras tendem a mostrar uma reação mais rápida à mudança climática quando comparadas com as placas de gelo da Groenlândia e da Antártida

Quase todas as geleiras do mundo estão perdendo massa e em ritmo acelerado, de acordo com um novo estudo divulgado hoje (28) que pode afetar projeções futuras sobre a perda de gelo.

A pesquisa, publicada no periódico científico “Nature”, fornece um dos panoramas mais abrangentes sobre a perda de massa de gelo de cerca de 220 mil geleiras de todo o globo, um grande catalisador da elevação do nível dos mares.

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Usando imagens de alta resolução de 2000 a 2019 do satélite Terra da Nasa (Agência Aeroespacial dos Estados Unidos), um grupo de cientistas internacionais descobriu que as geleiras, com exceção das placas de gelo da Groenlândia e da Antártida (que foram excluídas do estudo), perderam em média 267 gigatoneladas de gelo por ano. Uma única gigatonelada de gelo preencheria o Central Park da cidade de Nova York e chegaria a 341 metros de altura.

Os pesquisadores também descobriram que a perda de massa das geleiras acelerou. Elas perderam 227 gigatoneladas de gelo por ano entre 2000 e 2004, mas esta cifra subiu para uma média de 298 gigatoneladas de gelo a cada ano depois de 2015.

O derretimento está afetando os níveis dos mares em cerca de 0,74 milímetros por ano, ou 21% da elevação do nível dos mares em geral observada durante o período.

As geleiras tendem a mostrar uma reação mais rápida à mudança climática quando comparadas com as placas de gelo da Groenlândia e da Antártida, e atualmente contribuem mais para a elevação do nível dos mares do que qualquer placa de gelo individual, disseram cientistas.

O estudo pode preencher lacunas importantes na compreensão da perda de massa de gelo e levar a previsões mais exatas, segundo Robert McNabb, coautor do estudo e cientista de detecção remota da Universidade do Ulster britânica. Estudos anteriores a respeito de geleiras individuais só respondem por cerca de 10% do planeta, disse ele. (Com Reuters)

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