ONU aprova resolução sobre bem-estar animal, meio ambiente e desenvolvimento sustentável

No Brasil, 27 organizações enviaram uma carta ao Ministério do Meio Ambiente, em janeiro, pedindo que o governo apoiasse a resolução.

Redação
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Ger Bosma_Gettyimages
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Resolução inédita introduz o bem-estar animal no mundo como preocupação política essencial

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A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou hoje (1) uma resolução inédita que introduz o bem-estar animal como preocupação política essencial no PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). O aval à proposta foi consenso entre os 193 países-membros durante assembleia em Nairóbi, no Quênia.

A resolução foi submetida inicialmente à ONU por Gana, Senegal, Burkina Faso, Etiópia, República Democrática do Congo, Paquistão e Sudão do Sul. A aprovação significa o comprometimento dos países em proteger os animais e seus habitats, além de cumprir requisitos de bem-estar animal. Outro ponto é que o PNUMA faça um estudo sobre a conexão entre bem-estar animal, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

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“A aprovação é uma ótima notícia, pois, pela primeira vez na história o bem-estar animal vai ser tratado de forma oficial e muito mais séria pela ONU, incluindo a relação sobre a forma como os animais são tratados e as principais crises ambientais que o planeta enfrenta. É um marco histórico para os animais e para o movimento de proteção animal”, diz Lucas Alvarenga, vice-presidente de Desenvolvimento Internacional da Mercy For Animals (MFA), que, ao lado da presidente da MFA, Leah Garcés, esteve no Quênia acompanhando o debate inédito.

Entre os motivos que contribuíram para a proposta avançar na ONU, estão deter a perda da biodiversidade, mitigar as mudanças climáticas, reduzir a poluição e reduzir o risco de novas doenças zoonóticas infecciosas como formas de alcançar o desenvolvimento sustentável.

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No Brasil, a MFA faz parte da coalizão de 27 organizações que enviaram uma carta ao Ministério do Meio Ambiente, em janeiro, pedindo que o governo apoiasse a resolução. Juntas, as entidades contam com mais de 1 milhão de membros e apoiadores no país. “A decisão da ONU é um passo importante para termos um planeta mais sustentável e que respeite todos os seres”, afirma Cristina Mendonça, diretora executiva da MFA no Brasil.

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