Mais da metade das empresas brasileiras planeja investir em ESG

Levantamento da Grant Thornton com 255 companhias mostra que movimento é motivado por redução de custos

Naty Falla
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Mais da metade das empresas brasileiras planeja investir em ESG

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A agenda ESG (ambiental, social e de governança, na sigla em inglês) tem ganhado cada vez mais espaço no mundo corporativo. Segundo levantamento da consultoria Grant Thornton, 95% dos empresários brasileiros consideram importante reduzir a emissão de gás carbônico, gerar energia limpa e adotar esforços contra o desmatamento.

A pesquisa global, que fez um recorte com 255 empresas no Brasil, mostra que, desse total, 54% pretendem investir nos próximos 12 meses em projetos ligados a ESG já identificados nos planos da companhia. Entre as brasileiras, 39% das entrevistadas já estão desenvolvendo um plano estratégico com abordagem ambiental, social e de governança.

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Outros 32% têm interesse em realizar investimentos nesses temas por meio de startups.

A pesquisa também mostra que a prioridade para os empresários brasileiros é o pilar ambiental (47%), seguido pelo social (29%) e o de governança (16%).

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Esse movimento crescente em busca de sustentabilidade é motivado, na maioria das organizações, pela redução de custos (como no caso da energia elétrica) e questões ligadas aos riscos de reputação da empresa.

O estudo mostra que o alto custo da energia é relevante para 87% das empresas, o que impulsiona os planos de investir em projetos ou aquisições de energia renovável. Entre os negócios consultados, 83% consideram que a melhor alternativa de investimento é a energia solar.

Para Daniele Barreto e Silva, líder de sustentabilidade da Grant Thornton Brasil, é importante que as empresas se atentem aos motivos que as levam a adotar práticas ESG.

“É preciso avançar além da agenda reativa. As companhias brasileiras ampliaram seu olhar para esses aspectos, mas ainda há lacunas importantes a serem preenchidas”, explica a especialista.

“Os aspectos sociais, assim como os ambientais, precisam amadurecer de forma mais efetiva, pois a sociedade e os investidores estão cada vez mais atentos a identificar as empresas que estão realmente comprometidas e possuem práticas concretas de sustentabilidade”, conclui Silva.

O levantamento também mostra outros temas que estão entre as prioridades na agenda das empresas em 2022.

Para 68% dos entrevistados, a redução de custos é a maior prioridade, e inovação é a área que deve receber maior atenção de 55% das empresas.

O treinamento das equipes também teve destaque, com 49% de escolha dos empresários, seguido por desenvolvimento de novos produtos (46%), ESG (27%) e financiamento (captação de crédito), que é prioridade para 25%.

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