Quem é o médico que colocou o Dante Pazzanese entre os melhores do mundo

Diretor do hospital desde 2017, o médico Fausto Feres aposta na gestão eficaz do hospital público que é referência em cardiologia.

Fernanda Nogueira
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Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo

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Transparência, comprometimento e justiça norteiam o trabalho do doutor Fausto Feres na direção do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia desde que assumiu o cargo em dezembro de 2017. De lá para cá, o cardiologista, que ingressou no hospital público estadual de São Paulo como residente na década de 1980, fez conquistas importantes, como a reabertura da UTI Pediátrica e a implantação de procedimentos menos invasivos para o tratamento de doenças do coração.

Com 20 leitos, a UTI foi reaberta em outubro. “Em 2022, há uma perspectiva de 500 crianças serem operadas no hospital. Em muitos casos de cardiopatias congênitas, a correção é praticamente cura”, diz Feres em entrevista à Forbes.

Os números

  • 500 mil pacientes por ano
  • 2.000 pacientes por dia
  • 3.000 cirurgias cardíacas por ano
  • 11 mil cateterismos cardíacos

Criado em 1954 pelo doutor Dante Pazzanese, o instituto é considerado um hospital de referência no tratamento cardiológico e conta com o apoio da Fundação Adib Jatene, uma entidade privada sem fins lucrativos. “A fundação dá suporte ao Dante, para garantir uma autonomia de gestão, suficiente para não haver quebra da continuidade das ações assistenciais”, explica o médico.

O hospital conta com tecnologia de ponta. São oito salas de cateterismo que custam, cada uma, entre US$ 700 mil e US$ 1 milhão, segundo o diretor. “Convencemos a secretaria de que valia a pena fazer o investimento”, diz Feres.

A modernização não se resume aos equipamentos médicos. Um banco de dados que funciona como um prontuário eletrônico foi adotado para facilitar a administração dos dados dos pacientes, permitindo o uso de inteligência artificial para tornar o atendimento personalizado.

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Fausto Feres, médico cardiologista e diretor do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

“Ser diretor de uma instituição destas é ter que coordenar isso tudo. A assistência tem que ser de qualidade, no mesmo nível dos grandes hospitais privados. Aqui temos os equipamentos mais modernos, com um grande investimento do governo do estado para que tenhamos tudo de primeiríssima qualidade, não só os equipamentos, mas os materiais e os insumos”, explica o médico.

O instituto, com tradição na pesquisa científica, tem cerca de 90 projetos de pesquisa em andamento anualmente. “Nos últimos quatro anos, o Dante Pazzanese foi citado em mais de 300 publicações. No ensino, que é a formação dos residentes, é a maior escola de residência médica no país. Temos cerca de 300 residentes anualmente”, diz o diretor. Ligado à USP (Universidade de São Paulo), o programa de pós-graduação do instituto tem mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Comprometido, Feres fala da importância da gestão eficaz e sem desperdícios. “O gestor público tem sempre que pensar que o dinheiro público não é dele”, diz. Entre seus objetivos, o diretor destaca “melhorar a qualidade do atendimento para reduzir o tempo que o paciente passa na instituição, melhorar os resultados hospitalares da cirurgia cardíaca, reduzir mortalidade e continuar sendo citado entre os 50 melhores hospitais em cardiologia do mundo, como foi feito pela revista Newsweek em dois anos consecutivos, 2020 e 2021.”

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