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Ranking do WWF revela países com mais potencial de gerar inovação sustentável

Dinamarca está no topo da lista, enquanto Brasil ocupa 30ª posição

3 min

O World Wide Fund of Nature (WWF), a maior rede mundial independente de conservação da natureza, acaba de lançar a terceira edição do relatório “CleanTech Innovation Index”, que analisa os países com mais potencial para gerar empresas empreendedoras de tecnologia limpa na próxima década. Ao todo, 40 países foram avaliados – o que inclui todos os participantes do G20.

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O Brasil, que no último ranking, publicado em 2014, ocupava o 25º lugar, caiu para o 30º lugar. O principal motivo da queda foi a baixa pontuação na área de inovação de tecnologia limpa comercializada. No último levantamento, o país ocupava o 2º lugar neste quesito e, agora, passou para o 27º. As três primeiras posições pertencem a países da região Nórdica: Dinamarca, Finlândia e Suécia, respectivamente. No 4º e 5º lugar estão Canadá e Estados Unidos.

É de amplo conhecimento que o Brasil tem um enorme potencial para se tornar uma economia verde e de baixo carbono, afinal ainda há abundância de recursos naturais e baixa dependência dos combustíveis fósseis (quando comparado a outros países).

O diretor-executivo da WWF, Maurício Voivodic, declarou: “O Brasil possui uma das melhores condições naturais do mundo para a geração de energia renovável. Porém, desde que começou a investir pesadamente no pré-sal, tem perdido pioneirismo e espaço em biocombustíveis e outras tecnologias renováveis. O governo precisa enxergar a economia de baixo carbono como uma oportunidade para criar empregos e negócios. Este é um momento único para o Brasil se tornar mais competitivo nesta área. Mas, caso não aproveitemos, outros países como Índia ou China passarão na frente”.

Um ponto positivo do Brasil foi o seu destaque na área de atividade empreendedora, onde ocupou o 1º lugar. O coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil aposta no potencial do país para desenvolver o etanol celulósico, uso de algas para a produção de energia, mini e microgeração de eletricidade e agricultura de baixo carbono. Caso as iniciativas se concretizem, podem levar a um lugar de destaque e contribuir para o Acordo de Paris e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Confira na galeria de fotos os 10 primeiros países do ranking:

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