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Louvre Tinha Falhas de Segurança Antes de Roubo Feito por Amadores

Relatórios apontam vulnerabilidades antigas no sistema de vigilância do museu, alvo de roubo de joias avaliado em US$ 102 milhões, conduzido por pequenos criminosos do norte de Paris

2 min

Documentos de auditorias privadas indicam falhas estruturais no sistema de segurança do Museu do Louvre, em Paris, alvo de um assalto a joias históricas avaliado em US$ 102 milhões (R$ 55o bilhões), ocorrido em 19 de outubro. Os relatórios apontam o uso de programas desatualizados e senhas frágeis, incluindo o código de acesso ao sistema de vigilância, que seria “Louvre”.

As informações sobre as vulnerabilidades foram publicadas em 1º de novembro pelo jornal Libération. Após a divulgação, o governo francês alterou sua posição sobre o caso. A ministra da Cultura, Rachida Dati, passou a reconhecer falhas de segurança que haviam sido negadas oficialmente até então.

De acordo com os documentos, os problemas são antigos e persistem há pelo menos uma década. Um relatório do Ministério da Cultura descreve um quadro de obsolescência generalizada, com oito softwares críticos sem atualização há vários anos. Entre os sistemas citados está o Sathi, criado pela empresa Thales e adquirido pelo Louvre em 2003, responsável pelo controle do circuito de câmeras e das entradas. Um documento técnico de 2019 já registrava que a Thales havia encerrado o suporte ao software e que o museu não havia renovado o contrato de manutenção.

Paralelamente às falhas de segurança, as investigações conduzidas pela promotoria de Paris apontam que o roubo foi executado por pequenos criminosos, e não por membros de grupos de crime organizado. Segundo a promotora Laure Beccuau, os perfis dos suspeitos não correspondem aos de profissionais especializados em grandes operações.

O assalto ocorreu em plena luz do dia. Dois homens usaram um elevador de mudanças para acessar o segundo andar do museu, quebraram uma janela, abriram vitrines com rebarbadoras e fugiram em scooters conduzidas por dois cúmplices. A ação durou menos de sete minutos.

Três dos quatro suspeitos foram presos, e as joias ainda não foram recuperadas. Segundo autoridades, o grupo deixou ferramentas e outros objetos no local e abandonou a peça mais valiosa — a coroa da Imperatriz Eugênia, feita de ouro, esmeralda e diamantes — durante a fuga.

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