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Inflação nos EUA Pode Chegar a 4,2% com Guerra contra o Irã Pressionando os Preços do Petróleo, Diz OCDE

A expectativa desse resultado é explicada pela disparada nos preços globais de energia

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A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 38 das principais economias do mundo, divulgou nesta quinta-feira (26), seu relatório de perspectivas econômicas, afirmando que a guerra “testará a resiliência da economia global”. 

O documento aponta que, embora a projeção de crescimento do PIB global para 2026 permaneça inalterada em 2,9%, o aumento dos preços de energia provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz está “intensificando as pressões inflacionárias”.

As projeções da OCDE indicam que a inflação cheia nos Estados Unidos pode atingir 4,2% em 2026, enquanto o grupo de economias avançadas do G20 pode ver esse índice chegar a 4%. Trata-se de uma revisão significativa para cima em relação ao relatório anterior da entidade, publicado em dezembro, que projetava a inflação dos EUA em 3% para 2026 e a do G20 em 2,8%.

O relatório afirma que países da Ásia altamente dependentes de importações de energia do Oriente Médio enfrentarão os riscos mais “imediatos”, mas que as consequências do fechamento do Estreito de Ormuz “provavelmente se espalharão rapidamente, dada a natureza global dos mercados de energia”.

Segundo o documento, nos Estados Unidos, o impacto dos preços mais altos de energia sobre a inflação mais do que compensará o efeito da redução nas tarifas efetivas de importação, especialmente considerando que os aumentos tarifários iniciais do primeiro semestre de 2025 foram apenas parcialmente repassados aos preços ao consumidor.

O relatório da OCDE destaca que suas projeções atuais de inflação se baseiam nas expectativas de mercado que apontam para uma “queda gradual nos preços de energia”. No entanto, alerta que uma “interrupção prolongada nos embarques através do Estreito de Ormuz ou o fechamento sustentado de instalações de petróleo e gás pode levar a resultados significativamente piores”. Em um cenário em que os preços globais do petróleo subam para US$ 135 por barril (R$ 715,50), a inflação global poderia aumentar em mais 0,7 ponto percentual neste ano, seguida de mais 0,9 ponto em 2027.

Em paralelo, a Bloomberg informou na última quarta-feira que o governo Trump está analisando os impactos econômicos potenciais de um cenário hipotético no qual os preços globais do petróleo bruto poderiam chegar a US$ 200 por barril (R$ 1.060,00). O relatório observa que esse tipo de modelagem de um aumento mais acentuado nos preços do petróleo “faz parte de avaliações regulares em períodos de तनाव e não é uma previsão”, mas indica que a Casa Branca pode estar considerando todas as possíveis contingências.

O preço atual do petróleo bruto com base no índice de referência global Brent é US$ 105,60 por barril (R$ 559,68), alta de cerca de 3,3% nesta quinta-feira. O índice havia caído abaixo de US$ 100 por barril na quarta-feira, em meio ao otimismo do mercado em relação a possíveis negociações de paz entre EUA e Irã, mas desde então Teerã rejeitou firmemente a sugestão do governo Trump de que tais negociações estejam em andamento.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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