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Dólar Sobe para R$ 5,20 em Dia de Alta Global da Moeda Norte-americana

Petróleo Brent fecha no menor patamar desde antes do início da guerra no Irã

5 min

O dólar fechou a quarta-feira (24) em alta no Brasil e novamente na faixa dos R$ 5,20, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, em mais uma sessão de busca global pela divisa e por títulos norte-americanos.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,28%, aos R$ 5,2006, o maior valor desde 30 de março deste ano, quando fechou em R$ 5,2461. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,25% ante o real.

Às 17h04, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,20% na B3, aos R$ 5,2035.

Na terça-feira, a moeda norte-americana à vista já havia fechado em alta, em uma sessão marcada pela venda de ações e pela compra de dólar e de títulos norte-americanos, com investidores em busca de ativos de segurança em todo o mundo em meio a preocupações com a trajetória de juros nos Estados Unidos e com os gastos das grandes empresas com IA.

Esta quarta-feira seguiu um tom parecido, com o dólar e os títulos norte-americanos novamente atraindo compras. Assim, o dólar subiu ante a maior parte das demais divisas, incluindo moedas de países emergentes como o real, o sol peruano, o peso chileno e o peso mexicano.

Às 17h09, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,22%, a 101,610.

No Brasil, investidores também atuaram considerando um horizonte em que o Federal Reserve tende a subir juros em 2026 e o Banco Central poderá promover novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano — um cenário de redução do diferencial de juros brasileiro, tornando o país menos atrativo ao capital externo.

Na cotação máxima do dia, às 9h48, o dólar à vista foi negociado a R$5,2228 na venda (+0,71%).

No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

À tarde, o BC informou que o Brasil recebeu US$8,196 bilhões líquidos em junho até o dia 19, após um forte fluxo de entrada de moeda no país na semana passada.

Petróleo

O preço de referência do petróleo mundial caiu mais de US$ 3, fechando em seu nível mais baixo desde antes do início da guerra no Irã, à medida que as preocupações com a oferta diminuíram com a saída de mais petroleiros retidos do Estreito de Ormuz.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com queda de US$ 3,34, ou 4,3%, a US$ 73,74 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fechou com queda de US$ 2,87, ou 3,9%, a US$ 70,34 o barril.

O Brent atingiu uma mínima de US$ 73,12, seu nível mais baixo desde 27 de fevereiro, um dia antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, enquanto os futuros do petróleo dos EUA caíram abaixo de US$70 por barril pela primeira vez desde 2 de março.

O fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz é semelhante ao registrado antes do início da guerra no Irã, já que os petroleiros saem dessa importante via navegável com a ajuda de escoltas militares, afirmou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright.

Cerca de 20 milhões de barris de petróleo saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, disse Wright durante discurso no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, acrescentando que o retorno à navegação normal foi adiado devido às minas iranianas no estreito.

O Irã não terá mais a capacidade de bloquear o estreito daqui para frente, disse Wright, acrescentando que os EUA garantirão o fluxo de petróleo mesmo sem um acordo com Teerã.

Três petroleiros retidos, transportando 5 milhões de barris de petróleo, estavam saindo do estreito nesta quarta-feira, com dois deles rumo à Ásia, segundo dados de navegação, à medida que o acordo provisório entre o Irã e os EUA libera mais suprimentos retidos no Golfo.

Ibovespa

O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta quarta-feira, revertendo os ganhos registrados na abertura do pregão após perder fôlego ao longo da tarde.

O movimento foi puxado principalmente pelo recuo das ações da Petrobras, que figuraram entre as maiores pressões negativas do dia, em uma sessão marcada pelo ajuste de posições dos investidores após a divulgação recente da ata do Copom e em meio a um ambiente externo mais cauteloso para ativos de risco.

O Ibovespa encerrou o dia com um declínio de 0,59%, situando-se na casa dos 172 mil pontos, após ter flertado com a estabilidade e testado patamares superiores no início dos negócios. A perda de momentum ao longo do dia refletiu o peso de setores de grande relevância, como o de commodities e energia, onde as ações da Petrobras PN e da Vale ON operaram em terreno negativo, anulando o suporte técnico visto na véspera e o desempenho positivo de papéis pontuais do setor financeiro.

No cenário internacional, a aversão ao risco prevaleceu com o peso do setor de tecnologia nas bolsas norte-americanas e as oscilações nos preços do petróleo no mercado futuro.

Profissionais do mercado financeiro destacaram que o tom mais rígido adotado pelas autoridades monetárias locais seguiu no radar dos investidores, limitando o apetite por compras de ações brasileiras no curto prazo e favorecendo a realização de lucros.

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