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Frete Rodoviário Sobe 0,93% em Junho e Atinge R$ 8,67 por Quilômetro

Custos logísticos registram avanço por causa da ampliação da obrigatoriedade do CIOT e cumprimento do piso mínimo

3 min

O preço médio do frete rodoviário por quilômetro rodado encerrou junho em R$8,67 no Brasil, alta de 0,93% ante maio, mesmo com a redução dos custos com combustível, informou a Edenred Mobilidade nesta sexta-feira.

Segundo a empresa, o avanço dos preços foi impulsionado principalmente por fatores regulatórios, especialmente a ampliação da obrigatoriedade da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), prevista em resolução da agência reguladora ANTT de março deste ano.

A norma, aprovada pela Câmara dos Deputados, deve ser aprovada pelo Senado até 16 de julho e vale também para operações realizadas por frotas próprias, exigindo o cumprimento da tabela do Piso Mínimo de Frete e pressionando os preços para cima, explicou a Edenred Mobilidade.

“O leve aumento do frete em junho foi impulsionado principalmente pelas novas exigências regulatórias relacionadas ao CIOT e ao cumprimento do Piso Mínimo de Frete, que elevaram os custos das operações mesmo diante da queda do diesel”, afirmou o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, em nota.

Pesquisa da Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os preços praticados nos postos de combustíveis, mostrou que o diesel S-10 — tipo mais comercializado do Brasil – caiu 1,37% em junho, encerrando o mês a R$7,22 por litro. Já o diesel comum recuou 2,10%, para R$6,98 por litro.

A demanda por transporte também contribuiu para a alta dos fretes. A companhia destacou que o agronegócio permaneceu aquecido ao longo de junho e que o lançamento do Plano Safra 2026/2027, com R$525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, reforça as perspectivas de aumento da demanda logística nos próximos meses, sobretudo para o escoamento da segunda safra.

Além disso, a Edenred apontou sinais positivos na indústria brasileira. O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 3 pontos em junho, para 100,1 pontos, registrando a segunda alta consecutiva e indicando perspectivas favoráveis para a continuidade do escoamento de estoques a partir de julho.

“Para os próximos meses, a tendência é de manutenção desse cenário, com o agronegócio aquecido pelo Plano Safra e a indústria dando sinais de recuperação, fatores que devem sustentar uma demanda elevada por transporte rodoviário”, acrescentou Fernandes.

O índice é levantado com base em dados das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Mobilidade.’

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