Dólar tem leves oscilações ante real de olho no exterior

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Às 10h14, a moeda norte-americana avançava 0,48%, a R$ 3,9403 na venda

O dólar opera hoje (27) com leves oscilações ante o real, monitorando a trajetória da divisa no mercado internacional em dia de nova atuação do Banco Central no mercado cambial.

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Às 10h14, a moeda norte-americana avançava 0,48%, a R$ 3,9403 na venda, depois de terminar a sessão anterior em alta de 0,64%, a R$ 3,9215. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,4%.

“O dólar já está operando com pouca liquidez. Os leilões de linha não estão sendo suficientes para aumentá-la. Tudo o que está sendo oferecido está sendo tomado”, disse a estrategista de câmbio do banco Ourinvest Fernanda Consorte.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de linha – venda com compromisso de recompra – com oferta de US$ 1 bilhão, com o objetivo de dar liquidez ao mercado.

Este vai ser o sétimo leilão de linha realizado pela autoridade monetária apenas em dezembro. Até a véspera (26), o BC já havia injetado US$ 7 bilhões neste mês. No final de novembro, já havia colocado outros US$ 3 bilhões, além de ter rolado US$ 1,25 bilhão que venceria no início de dezembro.

A autoridade também anunciou que pretende fazer a rolagem integral do vencimento de US$ 10,373 bilhões em swap cambial tradicional – equivalente à venda futura de dólares – de janeiro ao ao informar que começará a rolagem na próxima quarta-feira (2), com oferta de até 13,4 mil contratos.

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Os investidores monitoravam o comportamento da moeda norte-americana no exterior, em meio às contínuas preocupações com a guerra comercial dos Estados Unidos com a China, que aumenta a pressão sobre o setor industrial chinês, cujos lucros recuaram em novembro pela primeira vez em quase três anos.

Além disso, seguiam acompanhando o impasse da paralisação do governo norte-americano, além das críticas do presidente Donald Trump ao chairman do banco central dos EUA, Jerome Powell, e à trajetória de alta de juros da instituição.

O dólar caía ante a cesta de moedas e tinha leves baixas contra as divisas de países emergentes, como o rand sul-africano.

“O noticiário não está ajudando, com aversão ao risco, paralisação nos EUA… Trump já deixou claro que não quer mais que o Fed suba os juros, dados fracos da China. Tudo assusta o mercado e é ruim para emergentes”, disse Fernanda.

A formação da taxa Ptax de final de mês – usada na liquidação de vários derivativos cambiais – ajudava a trazer um pouco de volatilidade no ambiente de baixa liquidez.

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