Dólar sobe a R$ 3,86, mas reduz alta no fim do pregão

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Mercado segue de olho em articulações para reforma da Previdência

O dólar teve uma sessão volátil hoje (26) e terminou em leve alta no mercado à vista, acompanhando o vaivém do noticiário político ligado à reforma da Previdência.

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A moeda norte-americana fechou em alta de 0,24%, a R$ 3,8666 na venda. Ao longo do dia, a cotação oscilou de ganho de 0,6% (para R$ 3,8803) e queda de 0,59% (a R$ 3,8343).

Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,38%, a R$ 3,8665.

A cotação foi à mínima pela manhã, mas reverteu após rumores de cancelamento da ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, a audiência na CCJ, primeira parada da reforma previdenciária. Depois, o Ministério da Economia alegou que a “ida do ministro à CCJ será mais produtiva após definição do relator”.

A moeda firmou-se no azul após líderes de partidos na Câmara dos Deputados anunciarem que atuarão para tirar do texto da reforma as mudanças nas regras da aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Participantes do mercado temem que o texto da Previdência defendido pelo ministro Paulo Guedes, que prevê economia de pelo menos R$ 1 trilhão em uma década, seja diluído. “Não é só aprovar a reforma, mas aprovar uma reforma crível. O pior é uma diluição adicional”, diz Joaquim Kokudai, sócio-gestor da JPP Capital.

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Pesquisa recente do Bank of America Merrill Lynch com 32 fundos que administram US$ 71 bilhões mostrou que, para 90% dos consultados, uma reforma “positiva” envolve economia de pelo menos R$ 700 bilhões em dez anos. Ainda assim, seria um terço a menos que a proposta original (R$ 1,1 trilhão).

À tarde, o dólar perdeu força após líderes dos partidos na CCJ acertaram ida de Guedes à comissão, a convite, na próxima quarta-feira (3).

Para Rogério Braga, responsável pela gestão de renda fixa e multimercados da Quantitas, o espaço de altas para o dólar está mais limitado agora, considerando-se a expectativa de ingresso de capital ao país e o cenário de que a reforma da Previdência será aprovada. “Além disso, o mercado como um todo já está comprado em dólar”, o que, segundo Braga, explica a performance mais fraca do real em comparação aos mercados de ações e juros.

Os investidores institucionais nacionais sustentam posição comprada líquida na moeda norte-americana de US$ 14,82 bilhões. Os números consideram contratos de swap cambial, cupom cambial e dólar futuro. A posição dos investidores estrangeiros a favor do dólar é ainda maior: US$ 36,33 bilhões.

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