Rappi quer triplicar cidades no Brasil com Softbank

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Aplicativo de compras recebeu aporte de US$ 1,2 bilhão do banco japonês

O Rappi, uma das poucos unicórnios latino-americanos, deve triplicar o número de cidades brasileiras onde opera, utilizando os recursos do aporte de fundos geridos pelo japonês Softbank Group no país. O presidente e co-fundador da Rappi, Sebastian Mejia, disse que a empresa vai usar a maior parte do US$ 1,2 bilhão que recebeu do Softbank e de investidores atuais para elevar o número de cidades brasileiras onde opera de 20 para 70. “A maior parte dos recursos será usada no Brasil”, disse Mejia numa entrevista nesta quinta-feira.

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A empresa também pretende entrar em dois a quatro novos países, disse Mejia, sem informar quais são. Atualmente o Rappi tem operações em Argentina, Brasil, Chile, México, Peru, Uruguai e Colômbia. Mejia descartou fazer aquisições para crescer na América Latina usando os novos recursos, dizendo que seus rivais usam uma tecnologia muito diferente do Rappi. O Rappi recebeu US$ 1 bilhão do Softbank e US$ 200 milhões de seus investidores atuais, que incluem DST Global, Delivery Hero, Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator.

O investimento de US$ 1 bilhão será dividido entre o SoftBank Group Corp e um outro veículo de investimentos do grupo, o Vision Fund. Depois, num segundo momento, o Innovation Fund, voltado para a América Latina e ainda em fase de constituição deve comprar a fatia do SoftBank Group.

O valor atribuído à Rappi triplicou no último ano, entre as duas últimas rodadas de financiamento, disse Mejia, porque o volume total faturado pelo aplicativo triplicou. O crescimento no Brasil foi de 24 vezes em volume faturado.

Além de aumentar o número de cidades onde está presente, o Rappi diz que usará os recursos para aprimorar a tecnologia e construir um super app, onde os consumidores poderão não apenas pedir entrega de produtos, mas comprar produtos e serviços e até fazer transferências de dinheiro.

Mejia disse que por enquanto o Rappi não considera uma parceria com uma instituição financeira em pagamentos digitais, mas não descarta uma negociação potencial no futuro.

A negociação entre o Softbank e o Rappi durou apenas dois meses, segundo o presidente. “Ficamos entusiasmados porque o Softbank é o maior investidor do mundo em startups e está apostando no crescimento da inovação na América Latina, que pode contribuir muito para o crescimento da região”, disse Mejia.

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