Johnson sofre derrota de parlamentares contrários ao Brexit sem um acordo

ReutersJessicaTaylorDivulgação
É um confronto histórico entre o primeiro ministro e o parlamento

Uma aliança entre partidos derrotou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, no Parlamento hoje (3), em uma iniciativa para impedir que ele retire o Reino Unido da União Europeia sem um acordo de divórcio, levando Johnson a anunciar que ele buscaria imediatamente convocar eleições antecipadas.

Parlamentares aprovaram por 328 a 301 votos uma moção patrocinada por partidos de oposição e parlamentares rebeldes do partido do Johnson, que haviam sido avisados de que seriam expulsos do Partido Conservador caso desafiassem o governo.

Mais de três anos depois que o Reino Unido votou em um referendo para deixar a União Europeia, a derrota de hoje deixa o caminho para o Brexit sem resolução, e os possíveis resultados ainda variam de uma turbulenta saída até o abandono completo da empreitada.

A vitória de terça-feira é apenas o primeiro obstáculo para os parlamentares que, tendo tido sucesso na tomada do controle das atividades da Câmara, buscarão amanhã (4) a aprovação de uma lei que force Johnson a pedir que a UE adie o Brexit até o dia 31 de janeiro, a não ser que ele tenha um acordo aprovado pelo Parlamento com antecedência sobre os termos da saída.

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Os dissidentes conservadores, que agora enfrentam uma possível expulsão do partido incluem Nicholas Soames, o neto do líder do Reino Unido na Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, e dois ex-ministros das Finanças, Philip Hammond e Kenneth Clarke.

“Eu não quero uma eleição, mas se os membros do Parlamento votarem amanhã para paralisar as negociações e obrigarem um outro atraso sem sentido para o Brexit, potencialmente por anos, então esta seria a única maneira de resolver isso”, disse Johnson ao Parlamento após a votação.

Em um confronto histórico entre o primeiro-ministro e o Parlamento, os adversários de Johnson disseram que queriam evitar que ele brincasse de “roleta russa” com um país que já considerado no passado um confiante pilar de estabilidade política e econômica no Ocidente.

Os parlamentares argumentam que nada pode justificar o risco de um Brexit “sem acordo” que cortaria laços econômicos da noite para o dia com o maior mercado de exportações do Reino Unido e que inevitavelmente traria uma gigantesca perturbação econômica.

 

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