Fed abre linhas de swap em dólar com 9 BCs, prevê até US$ 60 bilhões para Brasil

Yuri Gripas/Reuters
O Fed disse que os swaps permitirão pelo menos pelos próximos seis meses que os bancos centrais acessem um total combinado de até US$ 450 bilhões

O Federal Reserve abriu as torneiras hoje (19) para que bancos centrais em nove países tenham acesso a dólares na expectativa de impedir que a epidemia de coronavírus cause uma crise econômica global, prevendo até US$ 60 bilhões para o Brasil.

O Fed disse que os swaps, em que o banco central norte-americano aceita outras moedas como garantia em troca de dólares, permitirão pelo menos pelos próximos seis meses que os bancos centrais de Austrália, Brasil, Coreia do Sul, México, Singapura, Suécia, Dinamarca, Noruega e Nova Zelândia acessem um total combinado de até US$ 450 bilhões, dinheiro que vai garantir que o sistema financeiro dependente de dólares continue a funcionar.

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Os novos instrumentos vão garantir o fornecimento de liquidez de até US$ 60 bilhões cada para os BCs de Austrália, Brasil, Coreia, México, Singapura e Suécia. Os outros BCs terão acesso a US$ 30 bilhões cada.

Questionado sobre o tema, o Banco Central brasileiro não respondeu imediatamente.

Esses países receberam linhas de swap durante a crise de 2007 a 2009, e o Fed tem acordos permanentes de swap com os bancos centrais do Canadá, da Inglaterra, do Japão, com o Banco Central Europeu e o da Suíça.

As novas linhas de swap “como aquelas já estabelecidas entre o Federal Reserve e outros bancos centrais têm o objetivo de ajudar a reduzir os apertos nos mercados globais de financiamento em dólares, mitigando portanto os efeitos desses apertos na oferta de crédito a famílias e empresas, tanto interna quanto externamente”, disse o Fed em comunicado hoje.

Essa é a mais recente em uma série de medidas de emergência que o Fed vem adotando desde domingo (15) para tentar limitar o prejuízo econômico da crise de saúde que está forçando a paralisação de grandes partes da economia global.

Economistas projetam um impacto dramático para a produção econômica mundial nas próximas semanas, e a maior parte do esforço do Fed tem sido em manter o crédito fluindo.

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