Pacientes com Covid-19 respondem a medicamento antiviral remdesivir da Gilead

Jason Cairnduff/Reuters
Jason Cairnduff/Reuters

Atualmente, não há tratamentos aprovados para a Covid-19

As ações da Gilead Sciences dispararam nas negociações ‘after market’ ontem (17), após reportagem detalhar dados parciais de testes com o medicamento remdesivir da empresa norte-americana em pacientes graves com Covid-19.

Um hospital da Universidade de Chicago, que participa de um estudo sobre o medicamento antiviral, disse que está observando recuperação rápida em febre e sintomas respiratórios, com quase todos os pacientes recebendo alta em menos de uma semana, segundo o site de notícias médicas “STAT”.

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A Gilead, em um comunicado enviado por e-mail, disse que “a totalidade dos dados precisa ser analisada para tirar conclusões do experimento”.

A UChicago Medicine, também em um e-mail, disse que “dados parciais de um estudo clínico em andamento são por definição incompletos e nunca devem ser usados para tirar conclusões”.

A universidade disse que informações de um fórum interno para colegas de pesquisa sobre trabalhos em andamento foram divulgadas sem autorização.

A Gilead espera resultados de seu estudo de Fase 3 em pacientes com Covid-19 no final deste mês, e que dados adicionais de outros estudos sejam disponibilizados em maio.

A Universidade de Chicago é um dos 152 locais que participam do experimento da Gilead envolvendo pacientes graves com Covid-19, que é “braço único”, o que significa que não mede o medicamento contra um grupo correspondente de pacientes tratados com placebo.

Atualmente, não há tratamentos aprovados para a Covid-19, a doença respiratória altamente contagiosa causada pelo novo coronavírus que já infectou mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo.

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