Mais de 141 pacientes recuperados do coronavírus voltam a testar positivo na Coreia do Sul e na China

Reproduçãp/Forbes
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Na empresa de bio-diagnóstico SD Biosensor, perto de Cheongju, sul de Seul, as amostras de dispositivos de teste usadas ​​no diagnóstico do novo coronavírus passam por verificação em uma linha de produção a fim de serem incluídas em kits de exame para remessa

Na Coreia do Sul e na China, os sobreviventes da Covid-19 têm testado positivo novamente para o vírus, complicando ainda mais as respostas às questões de imunidade pós-recuperação e validades dos testes.

Foram 141 os sobreviventes da doença no país sul-coreano que testaram positivo novamente –o Centro Coreano de Controle e Prevenção de Doenças (KCDC) está investigando a causa– e é incerto se os eles estão realmente infectados pela segunda vez ou são vítimas de testes errôneos, segundo a CNN.

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Da mesma forma, cerca de 5% a 10% dos pacientes recuperados em Wuhan, na China, testaram positivo para o vírus no final de março, segundo dados da National Public Radio obtidos nas instalações de quarentena de Wuhan que abrigam indivíduos com Covid-19 após a alta hospitalar.

A resposta imune ao coronavírus, incluindo a duração da imunidade, “ainda não foi compreendida”, afirma o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

O FDA (Food and Drug Administration) aprovou emergencialmente três testes de anticorpos que medem a recuperação da doença e estão se tornando disponíveis, embora os especialistas tenham levantado sérias preocupações sobre a precisão dos procedimentos quando chegam ao mercado sem uma rigorosa verificação clínica. A Coreia do Sul e a China foram consideradas pela Organização Mundial da Saúde como modelos quanto à realização de testes de coronavírus. Ainda assim, esses países enfrentam problemas significativos na distribuição de exames de anticorpos e na determinação de níveis imunológicos para impedir uma segunda onda da doença.

O KCDC terá resultados em cerca de duas semanas para determinar se esses pacientes que foram infectados pelo coronavírus duas vezes são contagiosos ou foram diagnosticados por testes defeituosos, segundo a CNN.

Líderes públicos como o presidente norte-americano, Donald Trump, e o governador de Nova York, Andrew Cuomo, têm muita esperança em reabrir a economia com os sobreviventes da Covid-19, de modo a permitir que aqueles com anticorpos –presumivelmente imunes à doença– voltem ao trabalho. No entanto, não há pesquisas conclusivas de que os sobreviventes do coronavírus estejam realmente isentos da contaminação. Testar populações que tiveram Covid-19 e estão recuperadas também pode gerar problemas por imprecisões nos Estados Unidos, uma vez que há 90 testes no mercado, mas apenas três são aprovados pelo FDA.

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