Vendedores da darknet anunciam máscaras N95 e cobram em bitcoin, dizem pesquisadores

Mike Segar/Reuters
Mike Segar/Reuters

Sites estão vendendo máscaras N95 na darnet por quase € 9 cada

Sites de compras da darknet, que vendem drogas e cartões de crédito clonados, entre outras coisas, estão agora oferecendo máscaras faciais e outros produtos relacionados ao coronavírus, utilizando bitcoin como forma de pagamento, disseram pesquisadores hoje (6).

Sites que indexam vendedores de lugares como Estados Unidos, Europa e Rússia, surgiram à medida que a demanda por equipamentos de proteção aumenta durante a pandemia, mostrou uma pesquisa da empresa de análise de blockchain Elliptic.

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Os mercados da darknet são sites de comércio eletrônico projetados para não serem encontrados por mecanismos de busca comuns. Eles são populares entre criminosos, já que compradores e vendedores não são rastreáveis e o pagamento é feito anonimamente em criptomoedas como o bitcoin.

Na darknet, nas últimas quatro semanas, um novo mecanismo de busca conhecido como “Recon” indexou listagens de produtos relacionados ao coronavírus à venda em alguns dos principais mercados, disse a Elliptic.

“Esses fornecedores são oportunistas, aproveitando qualquer chance para fornecer bens difíceis de obter em outros lugares”, afirmou a empresa.

Centenas de anúncios de máscaras N95 apareceram recentemente, disseram os pesquisadores, com preços variando bastante. Alguns fornecedores da darknet estão vendendo máscaras N95 por quase € 9 cada, enquanto outros estão oferecendo os mesmos itens no atacado por US$ 1,50 cada.

Os vendedores também estão oferecendo kits de teste de coronavírus, com um post oferecendo “tiras de teste Covid-19”, não especificadas e não verificadas, por mais de US$ 90 cada. Outros estão vendendo o remédio cloroquina como uma suposta cura para o coronavírus, fazendo referência às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seu potencial.

Embora não seja possível confirmar se esses itens são genuínos, disse a Elliptic, cerca de dois terços dos vendedores poderiam ser considerados “autênticos”, dadas as classificações dos usuários e o grande número de vendas anteriores.

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Mais de um terço dos que vendem itens relacionados ao coronavírus geralmente se concentra na venda de medicamentos ou equipamentos relacionados, enquanto 45% vendem itens relacionados a fraudes, como serviços hackers ou dinheiro falso, afirmou a Elliptic.

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