10 jogadores mais mal pagos da NBA em 2019

Resumo:

  • A lista dos 10 jogadores mais mal pagos da NBA em 2019 foi elaborada a partir de uma comparação entre o teto salarial e a “expectativa” de salário de cada um;
  • O salário “esperado” de um jogador é resultado da multiplicação entre a estimativa do valor de uma vitória e a estimativa de quantas vitórias o atleta conseguiu para o time;
  • Giannis Antetokounmpo ficou no topo da lista, seguido por Rudy Gobert e James Harden.

Quem é o seu favorito ao prêmio de Jogador Mais Valioso da NBA: James Harden ou Giannis Antetokounmpo?

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Sua resposta diz bastante sobre o que você considera “o mais valioso”. O que você prioriza? Responsabilidade ofensiva? Eficiência? Vitórias? Defesa?

No entanto, há um significado mais literal para a palavra “valioso”: o financeiro. No final das contas, as finanças são tão importantes para as equipes quanto os outros critérios, já que um jogador que tem um desempenho melhor do que o esperado em seu contrato merece mais reconhecimento.

Como nós determinamos quem é “mal pago”

O coordenador dessa análise foi David Berri, economista esportivo da Southern Utah University e ex-colaborador da Forbes. Ele percebeu que é possível determinar o valor de um jogador ao considerar as estimativas de cada vitória e a estimativa de quantas delas o atleta conseguiu. A partir dessa “expectativa” de pagamento do jogador, é possível fazer uma comparação com o seu salário real, para descobrir até que ponto ele é mal pago – ou bem pago.

Liderados por Berri, começamos a levantar a quantidade de dinheiro que os jogadores ganham como um grupo, que é administrada pelo acordo de negociação coletiva da liga e chega a cerca de 50% da renda relacionada ao basquete. A Basketball Related Income (“Renda Relacionada ao Basquetebol”, em tradução livre) da temporada 2018-2019 ainda não foi calculada, então vamos utilizar como base a temporada passada: a BRI foi de US$ 7,147 bilhões, e a participação dos jogadores foi de US$ 3,645 bilhões, de acordo com o teto salarial da NBA, proposto pelo cientista da computação Larry Coon.

Dividimos, então, os US$ 3,645 bilhões pelo número total de jogos na temporada regular (1.230) para obter o valor de US$ 2,963 milhões como a estimativa do valor de uma vitória. Partimos do pressuposto que as equipes estão pagando os jogadores para obter vitórias (e não como peças de marketing). O número de jogos da temporada regular é utilizado, sem contar os playoffs, pois os jogadores são pagos de maneira diferente na pós-temporada.

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É então que precisamos de uma estimativa das vitórias do jogador. Existem muitas métricas atualmente que usam estatísticas variadas (como pontos, rebotes e contra-ataques) e as convertem em um único número. As métricas variam de acordo com o peso atribuído a cada critério, com seus prós e contras. Para sermos justos, fizemos uma média de três estimativas: a métrica “Wins Produced”, criada por Berri e listada no BoxScoreGeeks.com; a “Value Over Replacement Player” (“VORP”), calculada pelo Basketball-Reference.com e baseada no parâmetro “Box Plus/Minus”; e “Win Shares”, outra métrica calculada pelo Basketball-Reference.

Todas essas estimativas tendem a subestimar jogadores cujas contribuições são difíceis de quantificar, como por exemplo, um jogador da defesa. Mas não há como resolver esse problema, então teremos que nos ater à nossa estimativa incompleta.

Para os salários dos jogadores, foram utilizadas informações da “Spotrac”. O teto salarial de um jogador é geralmente igual ao seu salário – mas nem sempre. Por exemplo: certos veteranos têm um teto mais baixo do que seu salário, pois a liga reembolsa suas equipes por uma parte de seus contratos. Quando o limite salarial e o salário diferem, o teto é a melhor linha de base para a nossa análise.

Os jogadores contemplados

Nesta temporada, um total de 530 jogadores apareceram em pelo menos um jogo da NBA, mas não há razão para analisar todos eles. Até porque atletas que sofreram lesões participaram de menos jogos, e o resultado parece que gerou pouco valor para suas equipes, embora eles não tenham culpa. Assim, para manter o foco nas ineficiências do mercado de trabalho, determinamos um limite mínimo de 41 jogos e 500 minutos jogados. Isso já reduziu a lista para 338 jogadores.

Além disso, removemos 81 jogadores cujos contratos eram regidos pela escala de salários de novatos, que é menor do que a média. Se incluíssemos esses atletas, eles provavelmente formariam a maioria da lista dos mal pagos. Luka Doncic, do time Dallas Mavericks, destaque como novato do ano, por exemplo, teria um salário esperado de US$ 22.538.553 em comparação a um teto salarial de apenas US$ 6.560.640.

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Lembre-se, também, que não são apenas as novas contratações deste ano que recebem como estreantes. Karl-Anthony Towns, do Minnesota Timberwolves, está no quarto ano de seu primeiro contrato e tem um salário US$ 31.459.822 menor do que o esperado. E não são apenas os astros que parecem drasticamente mal pagos, jogadores jovens com estatísticas mais modestas também deveriam estar ganhando mais do que o sistema permite. Jarrett Allen, do Brooklyn Nets, recebe US$ 22.736.560 a menos do que a expectativa.

Assim, ficamos com uma lista de 257 jogadores para serem analisados. Veja, na galeria de fotos abaixo, os 10 mais mal pagos da NBA em 2019:

  • 10. JaVale McGee
    Pivô, Los Angeles Lakers
    Média estimada de vitórias: 6,6
    Salário esperado: US$ 19.447.157
    Teto salarial: US$ 1.512.601
    Diferença: US$ 17.934.556

    Uma crítica comum à estimativa “Wins Produced” é que ela enfatiza os rebotes e a eficiência de pontuação (em relação ao volume de pontos), e McGee certamente se beneficia disso. Mas, considerando seu impacto defensivo e seus 624 pontos de “field-goal” (sem contar arremessos livres), ele provavelmente seria drasticamente mal pago para qualquer métrica.

  • 9. Malcolm Brogdon
    Armador, Milwaukee Bucks
    Média estimada de vitórias: 6,7
    Salário esperado: US$ 19.871.853
    Teto salarial: US$ 1.544.951
    Diferença: US$ 18.326.902

    Brogdon acabou de terminar seu terceiro ano no campeonato, mas, como foi escolhido na segunda rodada de draft (processo de alocação de jogadores em times de uma liga esportiva), seu contrato não segue a escala de novatos. A temporada foi boa para ele, que totalizou 505 pontos de cestas “field-goal”.

  • 8. Clint Capela
    Pivô, Houston Rockets
    Média estimada de vitórias: 11,7
    Salário esperado: US$ 34.528.827
    Teto salarial: US$ 15.293.103
    Diferença: US$ 19.235.724

    O teto salarial de Capela inclui o US$ 1,5 milhão em incentivos “prováveis”, mas, independentemente se ele levar para casa esse dinheiro, seu acordo parece bom para os Rockets. Assim como JaVale McGee, Capela é favorecido pela estimativa “Wins Produced” e tem uma boa classificação pelas outras duas estimativas.

  • 7. Montrezl Harrell
    Ala-pivô, Los Angeles Clippers
    Média estimada de vitórias: 9,2
    Salário esperado: US$ 27.141.080
    Teto salarial: US$ 6.000.000
    Diferença: US$ 21.141.080

    Harrell é um forte candidato ao Prêmio do Sexto Homem do Ano da NBA após produzir um valor tremendo ao iniciar apenas cinco jogos nesta temporada. Ele tem mais um ano de seu contrato de US$ 6 milhões antes de ficar livre para novos acordos.

  • 6.Nikola Jokic
    Pivô, Denver Nuggets
    Média estimada de vitórias: 15,6
    Salário esperado: US$ 46.331.443
    Teto salarial: US$ 25.036.216
    Diferença: US$ 21.295.227

    Jokic, que foi escolhido na segunda rodada de draft em 2014, teve o contrato estendido pelo quinto ano nesta temporada. Até mesmo seu teto salarial até 2022-2023 parece pouco em comparação com seu desempenho no último ano.

  • 5. Mitchell Robinson
    Pivô, New York Knicks
    Média estimada de vitórias: 8
    Salário esperado: US$ 23.595.357
    Teto salarial: US$ 1.485.440
    Diferença: US$ 22.109.917

    Robinson é um novato, mas, como Brogdon, ser escolhido na segunda rodada o torna elegível para esta lista. O atleta foi favorecido pela estimativa “Wins Produced”, tendo registrado uma porcentagem robusta de pontos “field-goal” e uma porcentagem de bloqueio de 10%. O término de seu contrato está previsto para 2022.

  • 4. Nikola Vucevic
    Pivô, Orlando Magic
    Média estimada de vitórias: 12,6
    Salário esperado: US$ 37.442.443
    Teto salarial: US$ 13.250.000
    Diferença: US$ 24.192.443

    Vucevic tem sido um jogador produtivo de longa data, mas estava em um nível diferente nesta temporada – sua estimativa “VORP” ficou no 8º lugar no campeonato, empatado com Paul George, e, embora tenha jogado 11 partidas a mais, está à frente de Stephen Curry nas três categorias. Ele estará disponível para contratos no próximo verão no Hemisfério Norte.

  • 3. James Harden
    Armador, Houston Rockets
    Média estimada de vitórias: 19,7
    Salário esperado: US$ 58.499.497
    Teto salarial: US$ 30.421.854
    Diferença: US$ 28.077.643

    Harden tem um teto salarial alto, que aumentará com uma nova extensão de contrato para a próxima temporada, saltando de US$ 37,8 milhões para US$ 46,8 milhões. Mas isso ainda não é nada comparado à sua produção nesta temporada – seu salário esperado é o mais alto em toda a NBA graças a uma métrica “VORP” que o coloca à frente de Antetokounmpo. Ele também liderou a lista em “Win Shares”, derrotando Rudy Gobert e Antetokounmpo. No entanto, não é possível ter certeza se esses resultados serão suficientes para ele receber seu segundo prêmio de Jogador Mais Valioso da NBA.

  • 2. Rudy Gobert
    Pivô, Utah Jazz
    Média estimada de vitórias: 17,7
    Salário esperado: US$ 52.573.497
    Teto salarial: US$ 23.491.573
    Diferença: US$ 29.081.924

    O melhor bloqueio da temporada é de Gobert, que fez com que Harden fique fora das duas primeiras colocações da lista. Sua estimativa de “Wins Produced” é extraordinária, assim como sua “VORP”, deixando Gobert com o terceiro maior salário esperado nesta análise. Ele fechou a temporada com uma pontuação “field-goal” de 669. Gobert terminou em 4° na liga em “Offensive Win Shares” e em 2° em “Defensive Win Shares”. Ainda restam dois anos de seu contrato.

  • 1. Giannis Antetokounmpo
    Ala, Milwaukee Bucks
    Média estimada de vitórias: 18,1
    Salário esperado: US$ 53.650.053
    Teto salarial: US$ 24.157.303
    Diferença: US$ 29.492.750

    Antetokounmpo superou Gobert com uma boa vantagem, liderando em “Win Shares Per 48 Minutes”. A última temporada marcou um salto em sua porcentagem de pontos (578), mesmo jogando menos minutos do que nas últimas três temporadas. Como Gobert, ele se destacou em todas as métricas, ocupando o 3° lugar na liga geral, tanto em ações ofensivas quanto em defensivas. Só resta saber se Antetokounmpo, que tem dois anos pela frente antes de fechar novos contratos, pode superar Harden e vencer o Jogador Mais Valioso da NBA.

10. JaVale McGee
Pivô, Los Angeles Lakers
Média estimada de vitórias: 6,6
Salário esperado: US$ 19.447.157
Teto salarial: US$ 1.512.601
Diferença: US$ 17.934.556

Uma crítica comum à estimativa “Wins Produced” é que ela enfatiza os rebotes e a eficiência de pontuação (em relação ao volume de pontos), e McGee certamente se beneficia disso. Mas, considerando seu impacto defensivo e seus 624 pontos de “field-goal” (sem contar arremessos livres), ele provavelmente seria drasticamente mal pago para qualquer métrica.

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