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Heart Billions: Raissa Rocha Machado

“Eu me odiava e passei a me amar. Depois passei também a me valorizar”, afirmou a paratleta.

Mariana Weber
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Renato Pizzutto
Renato Pizzutto

Raissa Rocha Machado afirma que após a Paralimpíada do Rio percebeu que amava o esporte e queria continuar – lista Apresentada por Stella Artois

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O esporte trouxe para Raissa Rocha Machado mais do que uma carreira: mudou a forma como ela se vê e se coloca no mundo. “Eu tive um processo de aceitação comigo mesma, por causa até da minha deficiência”, diz a paratleta de lançamento de dardos, que tem uma má-formação congênita nas pernas. “Eu me odiava e passei a me amar. Depois passei também a me valorizar.”

Ser atleta não era um sonho dessa baiana de Ibipeba que levou o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de 2019 em Lima. Com 1 ano, ela se mudou com a mãe, faxineira, para Uberaba (MG), para fazer uma cirurgia nas pernas, e por lá ficou. Na infância, o que Raissa queria era estudar direito para ser advogada ou delegada. Por insistência de um professor de ginástica, entrou no esporte e foi seguindo nele, até ser vista por um olheiro do Comitê Paralímpico Brasileiro e convocada, em 2013. Em 2016, chegou à Paralimpíada do Rio – nervosa, saiu sem medalha e teve um início de depressão. “Perdi não para as minhas adversárias, perdi para mim mesma. Mas foi ali que virou a chavinha e falei: amo o esporte, quero continuar.”

Junto dessa percepção veio uma nova relação com a própria aparência. Parou de alisar o cabelo e, depois de oito meses, fez um corte radical para ficar só com a parte cacheada dos fios. Também passou a se preocupar mais com o visual. “Comecei a investir em mim”, diz. “Compro vários produtos para o meu cabelo. Passo muita maquiagem, algumas fortes, para meus vídeos no Instagram, então preciso cuidar da pele. Também exagero no protetor solar, porque treino no sol. E, quando chego em casa, mesmo cansada, faço meu skincare no banho.”

Sábado e domingo são os dias em que a atleta separa mais tempo para produzir conteúdo para seu Instagram – lá ela mostra a vida além do centro de treinamento e do foco na Paralimpíada de Tóquio. Desde 2018, vive sozinha em São Paulo. Em setembro do ano passado, viajou a Uberaba para visitar a família e, na volta, testou positivo para Covid-19. “Fiquei mal, até tomar banho estava difícil. Mas me recuperei sem sequelas.”

De segunda a sexta-feira, toda a rotina e a alimentação de Raissa são voltadas para o treinamento. Seu dia começa às 5h30 e inclui seis horas e meia de exercícios de dardo e academia, refeições planejadas por nutricionista para ganho de massa muscular (de tapioca com ovos mexidos a suco de maracujá com creatina e shake de morango com whey protein), muitos suplementos, duas ou três ligações da mãe e um filme para relaxar – e cama por volta das 10h da noite. “Canso muito”, diz. “Durmo cedo para o corpo se recuperar.”

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No fim de semana, uma certa “liberada” faz parte do equilíbrio. “Amo muito batata frita, então faço aqui em casa. Também como feijoada, mas aí é de restaurante. Álcool, só em datas comemorativas. Não fujo tanto [da dieta], senão na segunda-feira fica complicado.

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