
Um ano depois de se tornar presidente dos Estados Unidos, Donald Trump viu sua fortuna cair estimados US$ 400 milhões na comparação com o ranking do ano passado. Seu patrimônio permanece o mesmo da mais recente lista FORBES de 400 norte-americanos mais ricos, lançada em outubro: US$ 3,1 milhões.
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Não foi apenas um motivo que causou o declínio do patrimônio de Trump ano após ano. Os mercados são parcialmente culpados – os imóveis de varejo na cidade de Nova York continuam com dificuldades -, mas a personalidade polarizadora do presidente também está prejudicando seus negócios.
O crescimento do e-commerce derrubou o valor de propriedades como a Trump Tower, localizada no coração da meca das compras Quinta Avenida, em Nova York. FORBES estima que o valor do prédio mais famoso do presidente tenha caído US$ 41 milhões no último ano.
A propriedade vizinha, na esquina das ruas 6 East e 57th Street, enfrentou ainda mais dificuldades. A inquilina de longa data Nike anunciou que deixará o espaço na próxima primavera (no hemisfério norte). Isso faz com que a Trump Organization precise encontrar um novo ocupante para o empreendimento de quase 6 mil m². “Eu não conheço nenhum outro inquilino que precise de tanto espaço quanto lojas de departamento”, disse o corretor de imóveis de Manhattan Eric Anton. “E eu não acho que haja qualquer loja de departamento em expansão.”
As propriedades de golfe do presidente foram menos afetadas pelas mudanças de mercado, mas parecem ser mais suscetíveis a acontecimentos políticos. Três dos maiores clubes de golfe de Trump estão em estados que o elegeram – neles, as receitas parecem estar crescendo acima dos 5%. O inverso acontece em locais onde Trump perdeu para Hillary Clinton. As vendas caíram estimados 4% no nordeste dos Estados Unidos e em Los Angeles. As receitas também estão mais baixas na Escócia, onde o presidente detém dois clubes de golfe.
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O valor da empresa de licenciamento e gestão de hotéis do bilionário caiu cerca de US$ 50 milhões no ano passado, enquanto o poder da marca Trump parece estar desaparecendo em mercados como Toronto e Nova York, onde os investidores removeram o nome do presidente de hotéis. Na segunda-feira (5), funcionários tiveram atitude semelhante em uma terceira torre, no Panamá.
Pouco antes de Trump ter se tornado presidente, seu advogado prometeu que nenhum novo acordo estrangeiro seria feito enquanto ele estivesse no cargo, o que fechou uma potencial fonte de receita. Meses mais tarde, a Trump Organization anunciou planos de duas novas marcas domésticas, batizadas de Scion e American Idea. Até então, apenas quatro contratos foram anunciados.“Eu acho que é uma missão impossível”, disse um especialista em hotéis.
Há pontos luminosos no portfólio do presidente. O espaço de escritórios no centro de Manhattan está se desenvolvendo melhor do que o varejo em Midtown, ajudando a impulsionar a propriedade mais valiosa de Trump, a 40 Wall Street, para estimados US$ 32 milhões.
O titã dos imóveis Steven Roth pode estar fazendo mais para aumentar a fortuna do presidente do que qualquer outra pessoa. Como CEO da empresa de capital aberto Vornado Realty Trust, Roth supervisiona a administração das propriedades 1290 Avenue of the Americas, em Nova York, e 555 California Street, em São Francisco, nas quais Trump tem 30% de participação. Os lucros cresceram cerca de 15% no prédio de Nova York, e o mercado continua a prosperar em São Francisco, impulsionando o valor das duas empreitadas de Trump para US$ 71 milhões (combinadas).
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FORBES também descobriu informações adicionais que impulsionaram o valor de certos ativos enquanto diminuíram o valor de outros. O presidente liquidou um empréstimo contra a Niketown, por exemplo, e aparentemente quitou US$ 45 milhões em dívidas de seu hotel em Washington D.C.
Isso tudo culmina em uma fortuna estimada de US$ 3,1 bilhões – muito distante dos US$ 10 bilhões que Trump já teve, mas o suficiente para fazer dele o presidente mais rico da história dos Estados Unidos.
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