Vale e BHP fecham acordo definitivo sobre Mariana (MG)

Acordo viabilizará indenizações às famílias dos 19 mortos na tragédia.

Redação, com Reuters
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Ricardo MoraesReuters
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Destroços da escola municipal do distrito de Bento Rodrigues, coberto com lama após rompimento de barragem da Samarco, em Mariana (MG), Brasil, 10/11/2015

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Procuradores do Ministério Público no Estado de Minas Gerais anunciaram na noite de ontem (3) que fecharam um acordo final de indenização com as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton sobre o rompimento de uma barragem em 2015 no município mineiro de Mariana. Não foram divulgados os detalhes financeiros do acordo, mas o procurador que lidera os trabalhos do Ministério Público vai conceder uma entrevista coletiva hoje (3) a respeito. Um outro acordo, assinado em 25 de junho entre a Samarco, suas acionistas e as autoridades, extinguiu uma ação de R$ 20 bilhões movida contra as companhias.

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De acordo com os procuradores, o acordo viabilizará o início do pagamento de indenizações aos familiares dos 19 mortos na tragédia, assim como para as pessoas que perderam suas casas e outras propriedades no pior desastre ambiental da história do país, que poluiu o rio Doce até o mar capixaba.

“O acordo atende pedido dos atingidos de Mariana, que não concordavam com os termos de indenização aplicados no restante da bacia do Rio Doce pelas empresas”, disse o Ministério Público em nota.

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Enquanto as empresas acertam as reparações, a Samarco se movimenta para retomar as atividades de mineração. Na semana passada, a Samarco informou que começaria nesta semana as obras de preparação da Cava Alegria Sul, no Complexo de Germano, situado em Mariana e Ouro Preto, no que seria um primeiro passo no processo para a companhia voltar a operar no futuro. Essas obras permitirão que a Samarco implemente um novo sistema de disposição de rejeitos, uma alternativa a barragens como a que se rompeu em Mariana há três anos.

A previsão da Samarco, uma joint venture da Vale com a BHP Billiton, é de que as intervenções na cava durem cerca de dez meses, atingindo, no pico das obras, cerca de 750 empregados diretos e indiretos. Em agosto, um representante da BHP disse ver pouca probabilidade de a mineradora retomar as operações no próximo ano, embora espere obter todas licenças exigidas.

Não foi possível obter um comentário imediato da Samarco ou das empresas sobre o acordo.

 

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